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Opinião

E OS PORTUGUESES JÁ SABEM QUE HÁ UM PAÍS CHAMADO PANAMÁ...

Até ao início do mês de abril, aposto que muitos portugueses não sabiam que existia um país chamado Panamá. Arrisco e até vou mais longe: aposto que alguns jornalistas não sabiam da existência deste país. Hoje, tudo o que é jornalista escreve sobre este país. Sobre as consequências que os Panama papers tiveram. Que o governo da Islândia implodiu à conta desta investigação. E até que o Sr. Idalécio é um perito das offshore.

DESAFIO Nº 2 : NÚMEROS PERFEITOS

Nível de dificuldade: 1

 

Um número diz-se perfeito se é igual à soma dos seus divisores próprios (os seus divisores exceptuando ele próprio).

6 é um número perfeito pois a soma dos seus divisores próprios, 1, 2 e 3, é igual a 6,

1 + 2+ 3 = 6

Entre 20 e 30 existe outro número perfeito. Qual é ele?

 

 

 

EDUCAÇÃO NÃO É PARA TODOS

Imaginemos que temos um problema de saúde. O que podemos fazer? Dirigir-nos a um hospital ou centro de saúde e certamente ninguém nos negará tratamento, seja ele bom ou mau.

Imaginemos que nos deparamos com um problema social – desemprego, agregados familiares, etc. – o que podemos fazer? Contactar a segurança social e certamente uma resposta existirá, seja ela adequada, boa ou má, mas existe!

CRONISTAS E SUA MISSÃO

“Procura-se um cronista”, li em um jornal rasgado qualquer. O papel estava deteriorado, mas o título era legível. Como veio parar ali? Jamais saberei. O que sei é que nada sei, sem ser filosófico. Procuram um cronista. Procuram alguém para fazer Robin suplantar o Batman e que isso faça sentido. O que desejam é um torcedor do Brasil e da Argentina que ame as duas seleções incondicionalmente. Uma arte da conversação maluca e aberta a amizades, portanto.

QUEIROSISMOS

Ponto prévio, nunca simpatizei muito com João Soares. Sempre houve algo na sua forma de actuar enquanto dirigente que me deixou de pé atrás, sentimento que se manteve aquando da sua nomeação para Ministro da Cultura.

Não obstante este sentimento, não posso deixar de discordar com tudo o que levou à sua demissão durante esta semana.

Quando um comentário queirosiano (sim, basta ler um pouco da obra do Autor para identificarmos a metáfora) é de tal forma desvirtuado que leva à demissão de um Ministro, tal facto deve fazer-nos pensar.

O MUNDO PEDE-NOS CALMA

Faz uns tempos lembro-me de ter lido uma lenda dos Cherokee chamada “O conto dos dois lobos”. Não há dia em que eu não descubra lendas dentro do mesmo género e confesso ser uma fã das histórias dos nativo-americanos. A mestria com que nos arrebatam é proporcional á simplicidade das palavras utilizadas para nos dizer algo geralmente bastante profundo. Aquele género de profundo para que nós, pessoas do mundo novo (novo, não melhor), deixámos de ter tempo.- Eu faço questão de fazer esse tempo.

EÇA VISTO PELO INVISÍVEL

Eça de Queirós é, na ótica desse dito escritorzinho com nome de besta, que anda por aí a vaguear nas terras alentejanas, às quais quer à força pertencer, ainda que ocupe um livro a repeli-las, um escritor  “cínico e falso”, palavras do próprio.

Pergunto-me eu, Raposo, onde andaste tu, quando nas minhas aulas do liceu, ou entre um café cujo sabor se imiscuía com as sombras do tabaco no ar, se falava em Literatura? Sim, meu caro, de Literatura! Essa coisa nefasta e repulsiva que anda por aí à espreita das brechas da sociedade para se aproveitar delas… Sacana da Literatura!

SENTA-TE, NÃO SAÍMOS NA PRÓXIMA

O acordeão como guia, corro, como sempre, fugindo do tempo, distribuindo encontrões e desculpas escusadas. Chego, ainda ofegante, até ao cais sobrelotado de almas torturadas pela dor, pela solidão, aparentemente indolentes. Ouço alguém chorar. Desprendem-se gargalhadas e planam até mim. Procuro-as vagamente e dou por mim a observar-te.
Chega o metro, entramos, sigo-te calada, mas, olhando-te descaradamente, impregnando-me da tua imagem, absorvo a tua essência e assimilo a tristeza que pressinto submergir-te. Ignoras-me.

52

Cinquenta e duas semanas, cinquenta e dois textos escritos nas linhas de uma folha em branco. Uma vez a descoberta do Myanmar, um país, os caminhos entre lagos e montanhas, entre grutas e templos. Outra vez, os dias a nascer no cimo do monte Ramelau, de onde se vê a passagem de multidões desconhecidas, todas as pessoas na sua singularidade e a tentativa de as desenhar em letras, onde houve sempre algo que nasceu nas curtas frases.

AS “BOFETADAS” DESTE GOVERNO

Esta semana ficou marcada pela demissão do Ministro da Cultura, João Soares, depois de ter escrito na sua página no Facebook que esperava “ter a sorte” de poder dar “bofetadas” ao crítico Augusto M. Seabra, estendendo essa vontade de aplicar “salutares bofetadas” também ao comentador Vasco Pulido Valente. 

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