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Opinião

A história da Lua e do Sol

Todos os anos releio a história mais antiga que conheço. Não é um clássico, mas causa O efeito mágico em mim.

Estou a falar da história da Lua e do Sol. Decidi partilhá-la convosco.

Começa com estes dois a apaixonarem-se. Um amor tão único e mágico que faria inveja a qualquer um. Viveram o amor deles enquanto conseguiram, porque o Mundo acabou por “ser criado”.

Na criação deste, foi-lhes dado brilho próprio, para que o Sol iluminasse o dia e a Lua, consequentemente, a noite. Com isto, foram obrigados a viver separados. Imaginem o que ambos sentiram.

T(E)U

Estou sentada à beira do (nosso) rio e observo o carinho suave entre o laranja do céu e a água. Porque está tudo tão cinzento, e tão frio? Foco-me nas árvores, e as folhas dançam consoante o vento. Não aguento o buraco que tenho no meu peito (dói tanto), e acendo um cigarro enquanto aprecio soft grunge e caminho pela calçada; a tua calçada. A minha mente é dissolvida nas memórias construídas ao nosso redor e quero gritar-te que o passado não tem de ser parte de nós. Nós somos algo novo e prosperamos no presente.

É urgente tratar da crise económica

TEMOS QUE COMEÇAR A TRATAR IMEDIATAMENTE DA CRISE ECONÓMICA

Como é evidente, no momento atual, os nossos esforços devem estar fortemente concentrados no combate à epidemia provocada pelo COVID 19. Fazer tudo o que tiver que ser feito para que o SNS – Sistema Nacional de Saúde possa dar a melhor resposta possível, deve ser a grande prioridade. Sobre isso não podem existir quaisquer dúvidas.

Simplificando, o combate à doença deve ser o foco das nossas atenções, procurando evitar que morram o mínimo de pessoas que for possível. Gaste-se o que se gastar!

Julho

Nos primeiros dias do mês, Eloísa sentiu que uma vida florescia dentro de si. Estava grávida. Começaram os enjoos mas, ainda assim, não eram suficientes para ponderar o que estava a viver.

Julho é um mês muito quente em Beja. Apesar de ser uma cidade que apaixona, em julho não há muito a fazer e o trabalho de Eloísa era inexistente. A fantasia em que vivia desligou-a de tudo, não completamente mas tornou-se segundo plano.

O novo Coronavírus e as lições da História

E subitamente, a vida fica em suspenso. A quantos de nós nos passaria pela cabeça que um fenómeno ocorrido na tão distante China pudesse em tão pouco tempo alterar completamente os hábitos de vida do mundo ocidental. O fenómeno da globalização, em poucas semanas, fez alastrar de forma assustadora o desconhecido e temível inimigo.

Temos escutado agora as mais bizarras teorias da conspiração sobre eventuais motivações políticas ou económicas associadas ao Coronavírus.

O pior e o melhor de nós

Os momentos de crise e de catástrofe como o que vivemos são conhecidos por esta capacidade que têm de pôr a nu as piores e as melhores características da natureza humana. Foi assim no passado mais longínquo e no passado mais recente.

A peste negra, que dizimou a Europa durante sete anos no século XIV, é apontada por historiadores como o período mais individualista da nossa história. Comunidades e famílias desagregavam-se, e a empatia e a solidariedade eram substituídas pelo egoísmo da sobrevivência.

O sonho, um encontro inesperado que revela o papel preponderante das crianças e a sua mensagem para o país durante a pandemia

Das causas aos efeitos, da propagação ao contágio, do drama à serenidade, dos constrangimentos sócio-familiares aos entraves profissionais, dos apelos ao incumprimento, assim tem sido a rotina ou a quebra dela, que todos os dias nos inunda os mais variados canais de informação. Estranhos tempos estes, onde um inimigo sem rosto aparece sem aviso,  nos coloca numa luta sem tréguas, como se do capítulo de um livro de História se tratasse. Com mais ou menos dramatismo, mais ou menos esperança, não há vivalma neste pedaço de terra à beira mar plantado, que não pense. Sim, pensar… Lembram-se?

Presos em nós

Estou (estamos) presa sem ter cometido nenhum crime. Enclausurada por um erro inconsciente. Mas eu sou a próxima geração. Não posso. Não devo. Não vou sair.

Os acontecimentos recentes levaram-me a passar tempo comigo mesma, descobrindo novas partes de mim que nunca tivera conhecido e aprendendo a lidar com novas emoções e pensamentos.

Respiro fundo várias vezes ao dia porque sei que isto vai passar. Sei que vai passar porque confio em mim e confio nos outros. Sei que, juntos, trabalharemos para chegar ao final desta pandemia negra o mais depressa possível.

Junho

O mês de junho marcou a diferença na vida de Eloísa. Os primeiros dias do mês foram a continuação do sonho que tinha começado em maio. Aquela mulher estava apaixonada por aquele multi-milionário modelo. Ficaram juntos no melhor hotel do Funchal, percorreram todos os recantos e conheceram todos os encantos da ilha da Madeira e do Porto Santo. Era mesmo, na verdadeira acepção, um sonho. Eloísa sentia-se parte do corpo de Pablo e o mesmo da parte dele.

Covid-19 e o possível colapso da democracia e do projecto europeu

Nunca nos seria possível imaginar há pouco mais de 3 meses o que nos reservaria o futuro mais próximo. Na viragem do ano poucos imaginariam que ao dia de hoje estariamos a viver uma catástrofe humana desta magnitude e com estas características, que nos obriga a viver em regime de confinamento e afastamento social, que fechou os nossos espaços de convívio, que cancelou os nossos espetáculos culturais mais estimados e que parou o desporto, não só em Portugal, mas por todo o mundo. Cenário completamente inaudito, e inédito no pós 2ª Guerra Mundial em solo europeu.

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