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A chuva em dias de junho

Ontem choveu, não tanto quanto desejavam todos aqueles que da chuva se escondem, mas que a anseiam e a desejam.

Neste regresso ao Alentejo dos filhos que voltam temporariamente e que transportam consigo a alma do seu lugar de nascimento, a paz vem consigo, a necessidade de reencontro com as raízes, com os pequenos momentos, com o processo de andamento da vida e com a história dos que estão e daqueles que estiveram e deixaram o seu testemunho.

Regresso ao Alentejo

Hoje, a família ausente, regressou a casa. Longos anos se passaram desde que duas pessoas saíram daquele monte. Quando o deixaram, viviam nele mais do que uma família. Esta, a mais nova, formara-se de uma moça que morava no monte a seguir, cujos olhos se cruzaram com o moço que vivia no preciso monte de que falamos.

Nesta casa, há muitos anos, vivia o moço e muitos irmãos, com os pais e ao lado, muitos primos. A moça vivia no cerro a seguir, com muitos irmãos, muitos primos e os pais.

O Dia de Portugal, o dia de Camões e dia das Comunidades Portuguesas

Comemora-se hoje, dia 10 de junho, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Combinamos todos no mesmo dia. Honramos o nosso país através do assinalar do nosso dia nacional. Mais do que um dia de cerimónias e circunstância, este é um dia que representa o orgulho de um povo, um dia que nos une. O dia de Portugal ultrapassa as fronteiras territoriais, virtuais e sentimentais. Este é o nosso dia, como o dia 4 de julho é o dia dos Estados Unidos, o dia 14 de julho é o dia de França. Há algo especial que nos une a todos neste sentimento de pertença patriota.

O potencial assassino do fato azul escuro

Esta é uma história fatídica, quase verídica e intensamente polémica, apesar de curta. Tudo aconteceu num dia muito quente de verão; em que o próprio suor se confundia com a fadiga. Sendo a história fatídica, verídica e polémica como é, as coisas acontecem rápido e de forma eficaz. Claro que, com todo o calor, o crime não compensa.

Numa avenida ampla daquela cidade que todos sabemos o nome por ecoar no nosso ouvido todos os dias, as casas estavam esburacadas das balas certeiras que tinham modelado o betão e afugentado todos os seres vivos que por lá andavam.

O poder de decisão

Estavam sentados numa mesa redonda, olhando-se todos de forma circular e abrangente. O olhar de cada um conseguia alcançar todos os que ali se sentavam. Eram treze, sentados à mesma mesa de decisão. Dali saíam razões e decisões que implicavam e se refletiam diretamente na vida de pessoas comuns, como eu e como o leitor.

O poder de decisão tem essa mesma vertente de poder transformar vidas, de agir sobre o recipiente da decisão e de o poder fazer crescer ou decrescer na sua relação. Porém, o poder de decisão afeta também aquele que toma essas mesmas decisões.

O enunciado

Eram 8:00, 8:30 da manhã quando chegaram ao local de aplicação, num lugar qualquer deste mundo, numa qualquer disciplina, num qualquer nível de ensino.

As nossas crianças e adolescentes passam todas, como todos nós passamos, por momentos de teste. Somos testados a cada momento e em diferentes aspetos da nossa vida. As relações testam-nos, a família testa-nos, a escola, o trabalho, os amigos, a estrada, os reflexos, os jogos. Tudo é um teste mais ou menos convencional.

Momentos especiais

Falar sobre momentos será um dia como falar sobre o eterno. Não que os momentos sejam eternos. Não o são e certamente nunca serão eternos porque são a antítese da eternidade. Os momentos, sejam bons ou maus, são únicos. E que assim sejam e que continuem a ser para os que os vivenciam e aproveitam ou sofrem sejam abençoados nesse momento.

Cada momento na vida de cada um de nós torna-se especial, torna-se único. Talvez por isso celebremos os melhores momentos da nossa vida. Dos momentos menos bons ou maus não queremos memória.

A geração que virá depois

Somos feitos de carne, de osso, de músculo, de nervo, de água, de sangue, de uma combinação tão quase perfeita que seria quase impossível descrever num tão curto texto todas as características que nos compõem e que nos marcam.

Todos os elementos foram criados e conjugam-se de forma admirável. Todos os elementos começam de forma quase invisível, vão crescendo, amadurecem e envelhecem até ficarem como pó na terra que os vi nascer.

A escada

Subiu, subiu, subiu. Quando pensava que ia começar a ver o fim da escada, eis que as nuvens se sobrepunham e tapavam tudo. A escada, assim, parecia não ter fim. Talvez a nossa personagem procurasse algo que não tem fim, algo que não termine e seja só interrompido por uma camada densa de nuvens que dão a ideia de se ter chegado ao céu. O paraíso fica depois das nuvens que o escondem.

Um parafuso a menos

Último dia de primavera, quase altura de começarem as férias do verão, depois de um ano muito cansativo de trabalho, Loitão tinha tudo pensado para essa nova fase do calendário gregoriano. A sua vida poderia ser diferente ou ser completamente igual ao que era até aí. Dependia só daquilo que pudesse acontecer no tempo intermédio. Loitão era um homem trabalhador e muito esforçado. Dedicava-se inteiramente ao seu trabalho e a sua vida pessoal e familiar reduzia-se a quase zero, uma vez que não tinha nenhuma há muito tempo.

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