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As novelas dos poderosos, por entre a perplexidade e a revolta

Façamos um simples exercício de memória. Nos últimos vinte anos, quantos foram os escândalos relacionados com práticas ilegais no universo da banca e da alta finança em Portugal?

Aqueles que muitas vezes surgiam como as referências idóneas do regime, os grandes empreendedores, os que mexiam a alavanca da economia, sempre tratados com grandes honrarias e aparentemente, a salvo de qualquer suspeita, acabam por ser, em grande parte e segundo notícias recentes, os maiores vilões do sistema.

Será que nos dizem a verdade?

Por muito que queira dar asas à imaginação e tentar escrever sobre outros assuntos, eventualmente mais optimistas ou consensuais, é difícil escapar à questão da pandemia. Infelizmente, os dias passam e parece não haver uma luz ao fundo do túnel.

A tão esperada saída da toca

Depois de meses de forçado retiro, são muitas as emoções escondidas. Aproxima-se o excitante final do enclausuramento.

O regresso a alguma aparente normalidade traz consigo o receio de que todo este esforço tenha sido em vão. A realidade agora é outra, muito diferente da que conhecíamos.

Saímos para a rua, mas as máscaras que nos protegem deixam-nos irreconhecíveis. Acenamos, mas não sabemos quem passa por nós. Os nossos sorrisos e expressões estão ocultos e assim vão continuar durante algum tempo, para nossa proteção.

Ainda o Dia da Europa e o projeto europeu por realizar

No dia de ontem, foi possível assistir a magníficos, inspirados e sedutores discursos dos líderes dos diferentes países, a exortar os princípios e os valores da União Europeia. É curioso que neste altura de crise se apele à coragem e à resiliência dos europeus na luta contra este inimigo comum em forma de vírus, que afetou todos os países e que nos demonstrou grandes fragilidades, do ponto de vista político e sanitário.

A curto prazo, será inevitável, como consequência deste tempo estranho que vivemos, uma grave crise económica.

Fornos de Cal na Zona dos Mármores - Uma potencial candidatura a Património da Humanidade?

No dia 4 de Maio, procedemos a um novo levantamento relativo aos fornos de cal nos concelhos de Borba e de Vila Viçosa.

Os fornos de cal tinham uma especial relevância na vida das comunidades desta zona. Pelo menos desde a Idade Média que é conhecida a produção de cal, obtida através da liquidificação do mármore a elevadas temperaturas. O ciclo da transformação da cal consistia em calcinar o carbonato de sódio, entre 800 a 1000ºc, convertendo-o em óxido de cálcio/cal-viva e libertando o dióxido de carbono. 

Crónica dos dias cinzentos

Os dias são grisalhos. Chove, como há muito não se via pelo Alentejo.

Lá dizem os mais desconfiados: Foi preciso aparecer o mal, para o tempo se recompor!

As ribeiras correm, por entre os olivais, desaguando lá longe, no Guadiana. O cheiro a esteva e a rosmaninho perfuma agora os campos, com aromas que parecem mais intensos.As ruas de Vila Viçosa estão desertas. O ruído do quotidiano desapareceu e levou consigo os sorrisos e as gargalhadas… Talvez alguma esperança também se tenha perdido.

O novo Coronavírus e as lições da História

E subitamente, a vida fica em suspenso. A quantos de nós nos passaria pela cabeça que um fenómeno ocorrido na tão distante China pudesse em tão pouco tempo alterar completamente os hábitos de vida do mundo ocidental. O fenómeno da globalização, em poucas semanas, fez alastrar de forma assustadora o desconhecido e temível inimigo.

Temos escutado agora as mais bizarras teorias da conspiração sobre eventuais motivações políticas ou económicas associadas ao Coronavírus.

Coronavírus: quando a realidade supera a ficção...

E subitamente, a vida mudou… Nunca pensei escrever algumas linhas sobre a realidade de hoje. Num ápice, tudo aquilo que dávamos como adquirido, nomeadamente os planos, os sonhos, os projetos e as legítimas aspirações relativamente ao futuro ficaram adiados. Infelizmente, muitos deles talvez nunca se venham a concretizar. O país parou. O mundo está a parar…

As teorias da conspiração vão surgindo, para justificar o inesperado aparecimento deste nefasto repto. Na minha perspetiva, foi a natureza que falou mais alto.

Porque defendo a criação da Casa-Museu de Florbela Espanca em Vila Viçosa

Desde 2014 que tenho desenvolvido um conjunto de iniciativas com o objetivo de trazer à discussão pública esta temática. Faz sentido a criação de um equipamento cultural que vise valorizar e salvaguardar a memória da poetisa alentejana, na terra que a viu nascer?

Penso que as opiniões sobre esta possibilidade serão unânimes. Pode discordar-se da forma ou da estratégia, mas considero que, relativamente ao conteúdo, é opinião geral que esta iniciativa faz todo o sentido.

Perdemos ou ganhamos com a vinda de turistas!?

É hoje reconhecido o papel do turismo em termos de desenvolvimento económico. Sabemos que o seu contributo pode ser determinante para a revitalização de áreas mais desfavorecidas, mas com um grande potencial por descobrir em termos turísticos. 

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