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Opinião

As palavras

Em início de ano e em jeito de conclusão do ano que terminou, interrompendo as falas dos animais e as longas histórias a que já me acostumaram e vos acostumaram, achei proveitoso fazer um momento de reflexão. E essa reflexão passa pelas ideias, pelos sentimentos, pelas sensações, pelas imagens e, concretizando-se, pelas palavras que escrevo e sempre partilho convosco. Há quase seis anos que partilho palavras semanalmente. São neste momento 298 artigos... 298 semanas com ideias novas, com temas tão diferentes quanto semelhantes, tão complexos quanto singelos, tão inovadores como banais.

Milhano, o jardineiro das Alcáçovas

A minha crónica de hoje vai ser muito diferente do habitual. Quero-vos falar de um homem, falecido há alguns anos atrás, de seu nome Fortunato José Milhano.

Milhano, tal como todos o conheciam, era o Jardineiro das Alcáçovas. Era um Jardineiro muito especial.

Quem visitava a Vila das Alcáçovas há cerca de duas décadas atrás era surpreendido pelo belíssimo Jardim das Alcáçovas (antigo Rossio). Mas a principal particularidade do Jardim das Alcáçovas eram as obras de arte criadas por Milhano.

Talvez eu devesse comprar um espelho novo na Amazon

Espelho (E) Cara feia, dormiste mal?

Giuseppe (G) Dormi pouco. Ontem à noite, queria terminar de reler “Leão, o Africano”, e apaguei a luz às 3h. Mas valeu a pena: é um romance que se baseia em cuidadosa pesquisa histórica e é escrito de maneira encantadora. Lembra-me as “Memórias de Adriano”, da Yourcenar.

(E) Lês livros antigos e relê-los também! Talvez tu os compres na Amazon e te sintas culpado por contribuir para os lucros de Jeff Bezos e para a ruína das livrarias.

Esperança

Nascem flores no céu

sempre que a terra chove.

A água cai torrencial e

mata a sede dos anjos,

pinta as nuvens de verde

e evapora a fraca descrença.

.

A linha no horizonte

reflecte um sopro de luz;

todos sustentam a hipótese

sobre o regresso dos que sonham ter

as nuvens no céu e as flores na terra.

.

E cheios de esperança vão

os que ousaram criar

o novo mundo.

 

Imagem de capa de postal da Coleção de Énio Semedo

A ovelha que falava línguas

Há muitos, muitos, mas mesmo muitos anos, viveu uma ovelha nas serranias do Caldeirão, ainda no concelho de Almodôvar.

O Natal está igual, nós não devíamos estar

Este ano foi inquestionavelmente marcado pela pandemia provocada pela Covid-19.

Tivemos uma fase inicial em que o mundo parou. Foram várias as reportagens a que podemos assistir e ver como locais normalmente marcados pelo rebuliço estavam vazios, sem gente, ninguém.

A cobra que sonhava ter pernas

Nascida nos desertos de África, Malandrinha, era uma cobra grande e vistosa. Era um réptil cheia de características boas, coisa que a diferenciava de todas as outras cobras.

No deserto onde vivia, as cobras que faziam parte do seu habitat natural todas tinham péssima reputação e eram todas muito más.

Mesmo entre si abundava a maldade e tentavam todas prejudicar-se umas às outras.

Se fossem todas postas dentro de um saco ou dentro de um balde, talvez não saísse de lá nenhuma viva, pois certamente se teriam aniquilado todas, uma a uma.

Banco de jardim

São espaços fechados com correntes de ar,

Todos os jardins que aqui frequento.

Há sempre um banco, — o meu lugar,

Que faz esquecer todos os jardins sem assento.

Árvores, plantas, o verde; — ó asas triunfantes!

Levantam o chão, beijam o céu, por instantes.

O céu é o lugar mais infinito para pensar,

Mas eu prefiro ficar sentado no meu banco.

Para fora do infinito não há como raciocinar

E para fora deste banco tenho todo este flanco,

Desde aquela árvore (que calou para consentir),

Ambição renovada para o interior

O ano de 2020 foi e continua a ser desafiante para todos nós, no justo esforço de nos mantermos unidos, solidários e otimistas para construirmos juntos uma nova normalidade nas nossas vidas.

Com o aproximar da quadra natalícia e de um novo ano, sinónimos de fé, alegria e esperança, devemos ser capazes de voltar a acreditar. De renovar esperanças. De sonhar com um futuro com mais oportunidades, mais desenvolvimento e maior justiça.

As normas de Denver e o desenvolvimento motor entre um mês e seis anos de idade

As normas de Denver permitem avaliar o desenvolvimento motor de crianças com idades entre um mês e seis anos.

Através do teste de Denver II é possível identificar os ganhos contínuos que a criança adquire ao nível das suas competências sociais/relacionais, linguagem e motricidade grossa e fina (Frankenburg et al., 1992). Deste modo, espera-se que aos quatro meses de idade a criança possa evidenciar controlo da sua cabeça.

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