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Opinião

Alentejo, um paraíso da doçaria conventual

Este livro se não entregará a outrem que não seja pessoa desta Casa, nem por cedência,

nem por empréstimo por afectar os proveitos, da feitura de doces que nesta Casa são feitos.

Santa Clara de Évora, 26 de Outubro de 1729

Inez Maria do Rosário

Escrivã

 

Por diversas vezes temos abordado os vários domínios em que o património cultural se manifesta na nossa região.  Seguimos a nossa demanda por uma prática ancestral e que merece o devido reconhecimento – os doces conventuais.

Autosabotagem

Desconsidero qualquer tipo de saudação para esta redação, pois não cumprimento quem não é correto e já saiu de mim há muito tempo; e também porque é particularmente difícil para mim escrevê-la, e ainda tive de consumir uns sete cigarros antes de me iniciar. Aviso, desde já, para teres cuidado sempre que lês as minhas palavras, porque estás a vestir a minha alma sufocada, mórbida; espero que saibas como utilizar tal vestimenta. Eu dispo-me para todos vós sempre que escrevo. Decomponho-me sempre que vos escrevo. Suplico um enorme respeito, porque já sei que se o pedir não mo vão dar.

Outubro

Eloísa já não era a mesma. Carregava dentro de si e vivia o amor de Pablo! A vida que nela crescia não lhe tinha sido forçada. Era o fruto do amor entre os dois.

Sabia que Pablo era o homem mais carinhoso e que nada além dele a poderia satisfazer mais, a todos os níveis. O que lhe tinha acontecido durante o mês de setembro tinha mudado tudo. Talvez fosse a mudança de estação, talvez o desequilíbrio hormonal da gravidez.

Acabou o medo e a ignorância, somos orgulhosamente Portugal

“Quis saber quem sou, o que faço aqui!” dois versos simples - que expressam duas dúvidas de sempre, de toda a Humanidade - e que deram início à revolução de Abril.

Foi a música escrita por José Calvário, cantada por Paulo de Carvalho, que serviu de primeira senha à revolução.

Hoje, 46 anos depois, Portugal já não é orgulhosamente só; é como a sua génese humanista sempre o ditou: um país de diáspora, que se integra sem problemas e que recebe de braços abertos.

Neurociência e Psicologia

A Neurociência é uma ciência de carácter interdisciplinar cujo objetivo é estudar o Sistema Nervoso e compreender as bases biológicas dos comportamentos. Quando a Neurociência se reúne à Psicologia, forma-se a Neuropsicologia. Esta área científica permite conhecer as relações entre o funcionamento do Sistema Nervoso, as funções cognitivas, como é o caso da nossa memória, e o comportamento.

A festa da Liberdade, sempre

Só amanhã é dia 25 de Abril, aquele dia que até 1974 era só mais um e que - farão amanhã 46 anos – se tornou um símbolo da Liberdade após a revolução popular e militar.

A revolução dos Cravos – que teve no alentejano Salgueiro Maia uma peça fulcral - trouxe uma maior abertura de mentes e do país enquanto um todo.

E se em causa estiverem os seus direitos? A sua Liberdade?

Está a pandemia a ameaçar a democracia?

Diz Francisco Teixeira “Que a biopolítica, o controlo das nossas condições de vida biológica e ação, se transforme em totalitarismo biopolítico, é um risco que temos de combater, uma guerra cultural que está já entre nós, essa sim, intencional e ideologicamente dirigida, e que os democratas-liberais têm que vencer”.

Economia, Saúde, Segurança, Direitos, Liberdades….

A Vida É Bela 2.0

A vida é Bela é o título que a Susana Pedro propôs para esta nova rubrica que agora partilhamos no espaço da Tribuna. Concordei de imediato e senti-me instantaneamente teletransportado para um dos filmes que mais me marcaram na vida.

E em simultâneo viajei para uma das minhas primeiras aventuras em contexto laboral, quando ouvia o benevolente Sr. Laranjeira, bem lá do alto da extraordinária sabedoria que os anos lhe permitiram acumular, declamando diariamente a sua eterna máxima:

- “A vida é Bela… a gente é que dá cabo dela…”

Regresso ao Futuro

Falta cerca de uma semana para o início de um lento e gradual regresso. Não sabemos como será este regresso, nem para aonde. Sabemos que não será um regresso ao passado, porque o passado como o conhecíamos já não existe, e possivelmente ainda bem. Sabemos que não será um regresso à normalidade, como tem sido vendido, porque o que chamávamos de normal desapareceu. Não sabemos como será o novo normal. As crises são momentos de mudança. Mudarmos para melhor ou para pior já depende de nós. E este vírus mudou o mundo inteiro, de uma só vez.

As comemorações do 25 de Abril em confinamento e os riscos para a Democracia

«Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender. » Alexandre Herculano

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