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Má gestão ou má-fé?

Tem hoje início mais uma greve dos motoristas de mercadorias pesadas.

Uma greve que tem estado na ordem do dia mais pelos protagonistas dos dois sindicatos que continuam a recusar negociar do que propriamente pelas reivindicações reais dos motoristas.

Temos na origem destas greves um Sindicato criado por um advogado um mês antes de convocar a greve de Abril.

Um advogado que continua a mandar no Sindicato mas que, por razões deontológicas não pode ser seu Presidente.

Meritocracia paga?

Esta semana o CDS apresentou uma proposta para o preenchimento das vagas que porventura restem após a realização do concurso de acesso ao ensino superior.

Segundo os centristas, a solução passaria por pagar o acesso ao ensino superior o que, resumindo, consiste em comprar uma vaga.

Aqui temos mais uma prova do elitismo centrista em que, apenas quem tenha dinheiro, poderá ter uma segunda oportunidade de acesso ao ensino superior.

Novo Primeiro-Ministro, mesmo Brexit?

Esta semana Boris Johnson sucede a Theresa May na liderança do Partido Conservador no Reino Unido tendo sido nomeado Primeiro-Ministro.

O que muitos anteviam e receavam acabou por suceder. No Reino Unido, temos agora um Governo totalmente constituído por ministros defensores do Brexit.

Com esta alteração governamental, a União Europeia já veio dizer que não irá fazer qualquer alteração ao documento já discutido com Theresa May (e já chumbado três vezes pelo Parlamento britânico).

E o pesadelo regressa...

O regresso do Verão trouxe consigo ventos fortes e altas temperaturas. Trouxe portanto condições propícias a propagação de incêndios.

Num só dia e num curto espaço de minutos, o concelho de Mação viu serem deflagrados cinco incêndios.

Felizmente, à hora a que esta crónica se encontra a ser escrita os incêndios foram extintos e encontram-se nesta altura em fase de rescaldo.

Uma vez mais se fala em fogo posto e em investigações (sem falar dos oportunismos políticos levados a cabo por partidos e comunicação social).

A importância das eleições europeias

Estão a aproximar-se a passos largos as eleições europeias. A campanha já começou a ritmo acelerado, com alguns candidatos a dar a conhecer as suas ideias e programas para os mandatos que se propõem assumir.

Em Portugal já são conhecidos os candidatos, estando os líderes dos partidos a acompanhar os mesmos nas diversas acções de campanha que ocorrem.

Foi exatamente numa dessas acções de campanha que vimos Assunção Cristas afirmar que as eleições europeias deveriam servir como ato de censura ao Governo português.

Delação premiada? Não obrigada.

Surge neste momento um grande movimento de apoio ao “hacker” Rui Pinto, supostamente por ter revelado informações importantes relacionadas com o futebol. Um género de “futeboleaks” à portuguesa.

Segundo este movimento (que chega a apelidar o “hacker” de herói nacional…) Rui Pinto deveria ser recebido pelo País de braços abertos em lugar de responder pelos crimes que cometeu.

Sucede que, contrariamente ao que sucede no Brasil (com os resultados conhecidos por todos) a delação premiada não existe em Portugal.

De nada serviu a luta…

Assinalou-se esta semana o dia da mulher. Este dia marca o dia em que, no ano de 1857 em que, cerca de 130 operárias foram queimadas vivas numa fábrica quando reivindicavam os seus direitos laborais.

Num ano em que já vamos em 13 mortes de vítimas de violência doméstica, o dia 08 de Março toma ainda mais importância.

Foram aprovados pacotes legislativos com propostas de combate à violência doméstica e à desigualdade salarial.

Um teste disfarçado de censura

Há poucos dias CDS apresentou uma moção de censura ao Governo. Mais uma vez uma moção chumbada à nascença pelos votos contra de PS, PCP e BE.

Não sendo uma surpresa este tipo de atitude por parte da actual direção do CDS-PP, Assunção Cristas acabou por surpreender, pela negativa, ao ter dificuldades em justificar a própria moção de censura, quase pedindo desculpa por tê-lo feito aquando da sua apresentação.

Não obstante os pontos de discórdia já conhecidos, Assunção Cristas acabou por não recorrer a nenhum para justificar esta iniciativa.

Não, não vamos falar de violência doméstica

Não, não vamos voltar a falar de violência doméstica. Não, não vamos relembrar que só em Janeiro nove mulheres foram assassinadas pelos maridos. Não, não vamos, dizer que uma menor foi assassinada pelo pai.

Vamos continuar as nossas vidas e a achar que “entre marido e mulher não se mete a colher”.

Vamos continuar a ignorar a necessidade de sensibilização das entidades de justiça responsáveis pela investigação de crimes de violência doméstica para a verdadeira punição deste crime.

A importância de não ficar calado

Nas últimas semanas temos tido a possibilidade de ver um anúncio televisivo que alerta para a violência contra idosos e o facto de todos nós podermos ser cúmplices desse crime.

Em Portugal ainda se encontra enraizada a mentalidade: “não é comigo, não vou intervir. Alguém irá resolver”.

Mas muitas vezes o vizinho do lado, o senhor do café, ou a senhora da mercearia são os únicos que poderão evitar a continuidade deste crime.

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