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Sociedade

FALECEU PALMINHA SILVA

O ilustre investigador eborense Joaquim Palminha Silva, faleceu hoje, domingo vítima de doença prolongada.

A HORA DA CEIA

Nos meses frios, em fins de novembro, a família deve juntar-se à hora da ceia. Deve ser um ritual que se cumpra religiosamente à mesma hora, todos os dias. O pai, vindo do trabalho, a muitos quilómetros de distância, do outro lado da cidade grande, vindo de um dia cansativo como todos os outros em que a madrugada desperta o ser e não adormece a necessidade de ir trabalhar, dentro de nós. O pai atravessa a cidade numa carruagem de metro e, depois, no comboio suburbano que parece nunca mais chegar e que vai atulhado de gente, todos com a mesma expressão facial de quem conhece a palavra “rotina” em todas as suas formas e que sabe que o caminho se repete, inverso, no dia seguinte, e assim sucessivamente.

RESPONSABILITATIS SENSUS BONUS

Enquanto escrevo o meu artigo desta semana, assisto ao início do debate do programa de governo do PSD-CDS, sei que, desde já, este programa será chumbado na Assembleia da República, tanto mais que a esquerda já se efetivaram os acordos com vista a suportar um outro governo, desta do PS.

PESSOAS… E A SOMBRA DE UM FRANGIPANI

Caminho no meio da rua. Já passa do meio-dia. É tarde e não há carros a circularem nesta zona pedestre. Continuo a caminhar no meio da rua e a olhar as pessoas que se cruzam comigo. Não vejo o sol pois o céu está nublado. Vejo as pessoas que se cruzam comigo no lado direito e no lado esquerdo do passeio. Uns olham-me com olhar vazio e desconfiado, transparecendo que passear nesta rua é coisa que fazem todos os dias. Uns vão mais apressados para chegar ao barco no Cais do Sodré, para passarem o rio, para irem para o outro lado onde vão dormir e voltam no dia seguinte para fazer o mesmo ritual. Outros caminham simplesmente, caras menos cinzentas que tiram fotografias aos altos edifícios do tempo do Marquês de Pombal, erguidos sobre os destroços, sob as lágrimas e debaixo do pânico do 1º de novembro de 1755.

IMI FAMILIAR EM MUNICÍPIOS ALENTEJANOS

Com a introdução da figura do “IMI familiar” no Orçamento do Estado de 2015, esta semana, três municípios do distrito de Beja anunciaram a adoção deste conceito: Ferreira do Alentejo, Mértola e Ourique, que se juntaram assim a mais 142 os municípios de todo o país que já tinham adotado a esta medida.

FUNDAÇÕES PORTUGUESAS E ESPANHOLAS JUNTAS EM ÉVORA

O VIII Encontro Luso-Espanhol de Fundações terá lugar em Évora, a 28 e 29 de outubro, no Fórum Eugénio de Almeida, e terá como tema de fundo: “Ideias para inspirar as Fundações”.

PREVISÕES MUNDIAIS… OU SÓ DO MUNDO QUE INTERESSA…

Como economista gosto de ver figuras coloridas que ajudem as pessoas a mais facilmente filtrar a informação. E hoje deixo aqui ao leitor duas figuras: a primeira que mostra o crescimento previsto para a economia mundial este ano (Figura 1); a segunda a previsão para a dívida pública (Figura 2). Ambas as previsões são feitas pelo FMI e as figuras foram retiradas do jornal de negócios (com os respetivos links abaixo).

A ARTE DE FALAR

São poucas as pessoas que ouvimos com fascínio e interesse do início ao fim das suas apresentações. Os grandes oradores são um grupo restrito. Não são perfeitos, pelo contrário, são até seres humanos bastante imperfeitos.

A SEMANA DE TODAS AS DECISÕES

No seio do impasse político em que nos encontramos, a semana que hoje se inicia será a que desvendará o final do período referente às eleições legislativas.

Cavaco Silva voltou a reiterar que já tinha previsto o actual cenário indicando tal declaração que a sua posição já está tomada à partida.

PORQUE É QUE OS HUMANOS CONTINUAM A FAZER GUERRAS?

“Qualquer guerra é um sintoma de falência do Homem como animal pensante.” - dizia John Steinbeck, no entanto, o estado de guerra providencia às pessoas um estado de positividade psicológica nas sociedades oprimidas onde faltam outros caminhos para a mudança. Esse estado positivo é tão forte que contagia; de tal modo que os jovens britânicos, atualmente a combater na Síria, sentem eles próprios estar “a lutar pela mesma causa dos camaradas muçulmanos, mas também procuram a preencher a necessidade de se sentirem mais vivos.”

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