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Sociedade

Lagartixa de pés frios

Num mundo paralelo ao nosso, viviam seres imaginários e seres sem imaginação. Nesse mundo, paralelo mas não distante, vivia uma lagartixa roxa com bolinhas amarelas. Era um animal muito requintado. Não havia naquele mundo nenhuma igual a ela.

Nesse mundo, os animais que eram imaginários tinham nomes. Os outros não tinham nada. Lagartixa não tinha nada. Tinha nascido sem poder escolher o que era. Se soubesse, teria preferido nascer um ser imaginário e poderia ser quem quisesse.

Covid-19: Qual o comportamento esperado da Economia?

´´O impacto da pandemia do novo coronavírus sobre a economia provocará este ano uma queda da atividade de 4,5%, estimativa que revê em alta os cálculos anteriores da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que não esconde que a recuperação será lenta e incerta. No relatório, com perspetivas intermédias, a organização melhora em 1,5 pontos percentuais a sua estimativa avançada em julho, embora sinalize que o PIB mundial crescerá 5% em 2021, duas décimas menos do que o estimado há dois meses. ´´ Jornal i

Crianças sem contacto social e escolas sem envolver partes interessadas?  

É evidente que qualquer criança tem condições muito melhores que um adulto para se adaptar à mudança. Veja-se a simples abordagem de uma criança quanto à pandemia: “quando o vírus for embora vamos (…)”. Será função dos educadores não deixar esquecer que o vírus não irá desaparecer num ápice ou antes deixar bem claro e transparente que a cada dia tudo pode melhorar?

2020 - Admirável Mundo Novo

Ano 2020. Devo confessar-vos, genuinamente, que para mim e acredito que para a maioria daqueles que tomarão algum tempo para ler esta opinião, que este ano de 2020 virou completamente de pantanas aquilo que eram os nossos planos, objetivos e expectativas a concretizar com um grau de afinco maior que em 2019. Pois bem, não só tivemos que moderar os nossos sonhos como para mim, vivemos um pesadelo bem real – um pesadelo de um novo padrão de normalidade para o qual eu, pessoalmente, não quero estar desperto.

Ainda se lembra que dia é hoje?

Era um jovem universitário a fazer zapping compulsivo na tentativa de encontrar uma desculpa para não pegar nos livros, quando – passavam uns minutos das 9:03h em Nova Iorque, 14:03h em Portugal – ao ver um pasmado José Rodrigues dos Santos, paro na RTP1 e vejo um jornalista experiente - cujas primeiras memórias me enviam para a Guerra no Golfo, estando, como tal, habituado a cenários difíceis – atónito, a tentar explicar o que estava a acontecer nas imagens que se viam em direto dos Estados Unidos.

Chão frio

Chão frio. Cabeça pesada. Alma cheia.

Mãos dormentes. Olhos tristes. Alma depressiva.

Espelho sujo. Canção aborrecida. Alma aflita.

Tempo zangado. Madrugadas infinitas. Alma doente.

Ainda bem que chegaste. Ansiava a tua visita. Deixa-me aclarar-te a mente: o fumo é verdadeiro. Nada dura para sempre. Vamos fugir. Correr até nos cansarmos. Dançarmos até morrermos. Chorar até doer.

Cuidado, camarada!

Este fim de semana decorre a Festa do Avante. No entanto, este ano a Festa do Avante está no centro da polémica em Portugal. Esta tradicional festa popular que é organizada anualmente pelo Partido Comunista Português arrancou num contexto particular, devido à pandemia de coronavírus, e tem sido marcada pelas críticas por uma boa parte da opinião pública, que condena a organização do evento e acusa a Direção Geral de Saúde e o governo de cederem ao PCP.

Alandroal reabilita habitações de famílias carenciadas

Uma sinergia criada pelo Município, Fundação Manuel António da Mota e Associação Just a Change vão reabilitar habitações de famílias carenciadas no Alandroal.

Após a realização do protocolo entre município de Alandroal, com a Fundação Manuel António da Mota e a Associação Just a Change, este verão, a reabilitação das habitações de cinco agregados familiares carenciados irá ter lugar breve.

Serão realizadas intervenções com vista à melhoria da habitabilidade geral, renovação de coberturas, criação de casas de banho ou cozinhas.

Lição ao meu eu heurístico e existencialista

Sacrifico o meu coro ao afirmar que já não és a mesma menina escritora, até porque já foste capaz de admitir que a fragilidade humana está incutida no nosso sangue, e não estamos aptos a suportar todos os choques desta vida que atingem o (a) nosso (nossa) corpo (alma). A vida mata; o amor mata, e deixa-me que te diga que não voltaria a deixar morrer o meu interior outra vez; só para poder sentir a intensidade dessa tua vida repleta de benevolência, dessa tua dor. Mas sabes que a felicidade corrói a inevitabilidade da humanidade e, consequentemente, também a minha pele.

Chega! ... de fake news

Ao entrar num dos vários grupos de apoio a André Ventura, surge destacada uma publicação onde se lê “Se Portugal fosse um país racista, como é que seria possível a eleição do primeiro ministro?”. Em resposta um utilizador escreve “O indiano não ganhou as primeiras eleições em que foi primeiro ministro ele e os outros crápulas, arranjaram a tal geringonça para correr com o coelho...”. O grupo em causa tem aproximadamente 17 mil membros. Mesmo admitindo que uma cota parte são mirones como eu própria, é um número que assusta e que tudo indica que vai crescer nos próximos tempos.

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