19 Abril 2015      12:47

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O CINEMA EM ANÁLISE

A partir do próximo domingo, dia 26 de abril, encontramo-nos aqui para falar de cinema.

Este será o espaço para a crítica de cinema do Tribuna Alentejo.

Aqui, todas as coisas têm a sua génese, a sua ontologia.

A própria Interpretação advém dos tempos da leitura dos Génesis, na Bíblia, onde o homem procura leituras e significados nos textos, a interpretação das palavras. Foi precisamente esse nome que André Bazin deu ao primeiro trabalho do seu livro “O que é o cinema?”, intitulado “A ontologia da imagem fotográfica”. Onde procurou dar caminhos ao leitor, mais do que respostas concretas. É nessa perspetiva, de procurar ajudar os leitores a conhecer melhor os filmes, através de uma leitura atenta, que me irei centrar neste novo espaço de Análise e Crítica de Cinema no Tribuna Alentejo. Para já, este primeiro artigo serve de prelúdio ao que nos aguarda.

Desde a Análise, e a preocupação com os detalhes e a sua ligação com o filme, à Crítica valorativa, olhando para as imagens sem nunca nos desligarmos do trabalho do artista. Com o intuito de procurar diálogos, numa dimensão partilhável da forma social daquilo que vimos na tela. Uma crítica, que possa envolver tudo o que se designa como escrita sobre cinema, com a preocupação em encontrar as palavras corretas para evocar o que se passa no filme.

“Flick” deriva do termo inglês “Flickering”, desvanecer, e é o termo que se utiliza na gíria inglesa para falar de filmes, derivado da época em que se podia ver um desvanecer da luz nos filmes com 16 imagens por segundo, antes da introdução e padronização do sonoro e das ditas 24 imagens por segundo (que na verdade são 48, mas para já isso pouco importa), de onde surge o “movimento das imagens”.

O mais importante é que esta será uma crónica de crítica cinematográfica que pretenderá não só falar sobre filmes, mas também guiar o leitor pelas escolhas ilimitadas que existem hoje, mesmo para quem não tem o privilégio de viver perto de um cinema ou de lá ir regularmente. Abordando desde clássicos, a estreias, filmes controversos, séries televisivas e, já agora, a suas sugestões, que nos pode deixar em comentários ou por correio eletrónico. Sobretudo, o que interessa é debater os filmes, o cinema, consigo todos os domingos. Procurando assim proporcionar uma maior aproximação entre este e o seu público, soberano e sempre em primeiro plano.

Para já, deixo-lhe a indicação do anúncio da I Festa do Cinema nos dias 11, 12 e 13 de Maio, com a participação de cerca de 500 salas de cinema, onde os bilhetes custarão 2,50 euros, exceto para os filmes Imax, 3D e salas VIP, cujo intuito é levar mais públicos às salas de cinema.

 

Por João M. Pereirinha

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