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Cinema

Burning (2018)

Ou como fazer do absoluto desconforto um mistério apenas resolúvel pelo fogo, que é como quem diz, irresolúvel pelos padrões da carne + sangue pensante característica, na pior das hipóteses, do homo sapiens.

Ad Astra

Para as estrelas?

Perante Ad Astra, o mais recente filme de James Gray, corre-se um sério risco: permitir que a voluptuosidade do olhar interior que o filme convoca se deixe abater pelo aparente paradoxo científico.

O filme adopta uma orientação estranha e, em síntese, extravagante, desde as primeiras imagens. Desaba no sentido da gravidade tão rápida e intensamente quanto o defrontar / encarar permite, para dela (prontamente) se libertar para sempre (seja como força – i.e., propriedade científica -, seja como símbolo).

True Detective

Repetição, ‘acto de repetir’. Houve uma época em que a habilidade para concretizar efeitos de repetição era a norma pela qual se definia o autor de cinema. Prerrogativa do realizador, que fique claro. John Ford fazia sempre o mesmo filme, o que o próprio não desmentia, e ninguém lhe poupava encómios, Alfred Hitchcock só muito raramente alterava o método com o qual captava a nossa atenção. John Carpenter, com bastante sucesso crítico, ou Brian de Palma, este com pouco ou nenhum, também utilizavam sempre a mesma metodologia (Brian de Palma ainda anda por aí, John Carpenter diz que não).

Dolor y Gloria de Almodóvar

Quando se olha para a já longa carreira de Pedro Almodóvar fica a estranha sensação de que só funciona bem se encostado a dois limites: a disfunção e a 'confessionalidade'. Limites, enfim, extremos que cansam facilmente.

Tarantino 60’s # 1: Afinal, a coisa foi até ao fim ou ficou-se por meias-tintas?

Bob & Carol & Ted & Alice, a obra mais famosa de Paul Mazursky, produzida nos idos de 1969, marcou uma época.

Era Uma Vez… Em Hollywood

1969 (sonhado) pelos olhos adentro de 2019 (vivido)? Sim, como queiram,… mas também funciona permutando as correlações.

3 notas breves sobre 3 filmes

As atribulações de uma espécie perdida imersa em beleza 

O amanhecer de L' Avventura (1960) - Antonioni e a solidão insuportável em dois planos, mais do que suficientes para abarcar a totalidade do pesar.

Estranha intuição, esta: perfeição entrevista e impossível de atingir.

Sincronia que um dia teremos de aceitar enquanto colecção de indivíduos - o dia antes da extinção. 

 

Badlands - opus 1 de Terrence Malick

Ou a Balada Tranquila no Inferno.

Terrence Malick dirigiu dois filmes nos anos 70 do século passado e depois desapareceu durante 20 anos. Duas obras-primas absolutas: Badlands (1973) e Days of Heaven (1978).

Detestava as luzes da ribalta (a mundanidade) ao mesmo tempo que pretendia criar uma relação especial (e, sim, mitológica) com a natureza.

Homenagem aos povos indígenas marca Festival Internacional de Cinema em Marvão

Começa no próximo sábado a sétima edição do “Periferias – o Festival Internacional de Cinema de Marvão e Valência de Alcântara”.

Com um vasto programa, o festival luso-espanhol de cinema vai deambular pelas terras raianas de ambos os lados da fronteira - Marvão, Santo António da Areias, Valência de Alcântara, Beirã, La Fontañera, Castelo de Vide, Cedillo, Ammaia e Galegos - até 18 de agosto, com um programa que, além de muito cinema independente ao ar-livre, conta também com música, exposições e debates.

Português vence prémio de Melhor Curta-metragem no 25º Festival Ibérico de Cinema

A curta-metragem ‘Sleepwalk’ do cineasta português Filipe Melo ganha o Prémio Onofre pela Melhor Curta-metragem no 25º Festival Ibérico de Cinema (FIC), que finalizou na noite de sábado com a entrega dos Prémios Onofre, numa cerimónia celebrada no terraço do teatro López de Ayala de Badajoz. A gala pôs fim a cinco dias nos quais foram projetadas 35 curtas em diferentes secções.

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