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A utopia verde

Aquilo que distingue essencialmente as utopias das distopias é o ideário de perfeição e de um universo superior que, muitas das vezes, não está ao alcance do comum dos mortais. Hoje é perfeitamente claro o cenário de imprevisibilidade em torno das alterações climáticas e do próprio futuro do nosso planeta e da nossa espécie. A utopia verde pode ser por isso a de Greta Thunberg, de Al Gore e de todos aqueles que têm insistido na necessidade de colocar a agenda verde, sem recuos, no tabuleiro da ação política.

Abril 4.0

Afirmar Abril não é mais do que estabelecer um conjunto de prioridades e fundamentos para a governação de um país, de uma região ou de um concelho, em que os valores da liberdade, da justiça e da solidariedade têm de estar acima de qualquer conjuntura. Neste desígnio, não há desenvolvimento sem liberdade, não há bem-estar social sem justiça, nem tão pouco sustentabilidade ambiental sem solidariedade.

O Interior é Europa

Os territórios de fronteira protagonizam hoje, como no passado, um campo de batalha ideológica e pautam o avanço ou conservadorismo de uma sociedade ou estrutura política. Basta olharmos para a campanha do muro com o México, nos EUA, ou a discussão em torno do Backstop, entre as Irlandas, para percebermos que estas regiões são ainda de grande fricção, mas também protagonizam espaços de oportunidade e esperança.

No pêndulo da descentralização

Na semana em que conhecemos os resultados da adesão aos primeiros diplomas da descentralização, considero importante traçar alguns factos históricos do nosso Municipalismo, da forma como os Municípios têm lidado com o Estado central e das formas de descentralização que temos conhecido ao longo dos tempos.

Regionalização: 20 anos de arrependimento

Existem os arrependidos, os eternamente convictos, os descrentes e os idealistas. A regionalização serviu para alimentar toda a espécie de sentimentos, pelo menos, ao longo dos últimos 20 anos. Não recuando mais nesta história, vou deixar de lado os vira-casacas, as campanhas sub-reptícias e a comunicação social, tal como o país, centralista e centralizadora.

Obrigado António Arnaut!

Homenagear António Arnaut é reconhecer o papel da liberdade e do serviço público nas nossas vidas. Elogiar António Arnaut é enaltecer a igualdade como causa prestada através do Serviço Nacional de Saúde. Agradecer a António Arnaut é celebrar de forma fraterna a Democracia!

OS 120 ANOS DA RESTAURAÇÃO DO CONCELHO DE MARVÃO (e de muitos outros)

A unidade e a coesão são conceitos que regulam a nossa existência a vários níveis e exprimem a força da ligação entre elementos. Um destes níveis é o território: o espaço ou área que delimita o termo da nossa pertença e participação numa área jurisdicional. Se há algo que caracteriza o Homem, para lá da sua natureza gregária, é o facto de ser bastante territorialista. Nesse sentido, se há tema sensível para as abordagens das reformas políticas do Estado, seja ele qual for, é o território e a mudança das suas estruturas.

EM 2018 É PROIBIDO FALHAR!

Começámos o ano com a tradicional mensagem de ano novo do Presidente da República. Marcelo não quer ver o Estado “falhar” em 2018, nem tão pouco quer perder uma oportunidade para ficar bem na selfie do próximo ano. Curado que está das hérnias encarceradas que o perseguiam, vamos ter um Presidente reinventado à procura da coesão dos vários Portugais.

BANCO É CAIXA (OU ERA)

As Instituições bancárias não são todas iguais. Se a generalidade dos Bancos procura o lucro e a otimização de recursos, existe um banco – a Caixa Geral de Depósitos – que deve prosseguir outro tipo de interesses, dado que o seu capital é exclusivamente público. Existem muitas outras diferenças, no funcionamento e nos processos, entre a Banca comercial e a Caixa, mas aos dias que correm, convém salientar as principais diferenças, aquelas que têm a ver com a missão e a sua relação com os cidadãos.

NÃO RECUO NEM UM MILÍMETRO

Existem assuntos que pela sua natureza não nos deixam indiferentes. É o caso do abate dos Freixos Centenários na Estrada Nacional 246-1 (Escusa/Portagem) no concelho de Marvão. Em primeiro lugar porque estava lá (ou fui chamado) no dia em que tudo aconteceu e também pela ligação afetiva àquela estrada que tantas memórias me traz, desde os passeios na juventude, como a primeira vez - que não me sai da memória - que fiz aquela estrada ao volante e olhei para o lado direito e vi Marvão radiante entre as árvores.

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