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Televisão

Twin Peaks

Alguém que admiro, digo apenas que é um devoto de Madonna (provavelmente a ligação directa à adolescência que o faz lidar melhor com o seu envelhecimento – mas que sei eu?), fez-me reviver esse lugar de estranhas afectividades que era o liceu de Twin Peaks, onde no meu mundo de sonhos também estudei entre Outubro de 1990 e Maio de 1991, sabendo agora que o edifício vai ser demolido.

Antes, passei, em modo delirante, pelo episódio-piloto da série, dirigido pelo meu então pai-espiritual, David Lynch (o homem que dirigira quatro anos antes o meu filme favorito, Blue Velvet).

Deu o corpo às balas

O guarda-redes deu, literalmente, o corpo às balas.

Foi assim que o comentador de um canal de televisão se referiu à defesa corajosa do guarda-redes do Peru num jogo do mundial de futebol.

Todos sabemos que o mundo da bola é prodigo em dribles à gramática, mas este é um drible que está na moda, um drible que chega às quatro linhas de Portugal inteiro.

Mas é uma finta dramática, daquelas que partem os rins aos defensores da língua portuguesa.

DA SECA VIVIDA, À "SECA" CONSENTIDA

Com a seca dentro de casa, tudo tem outra cor, outro ritmo; o amarelo rege e as oliveiras consentem um maior calmeiro.

Existe coisas para as quais não consigo encontrar explicações. Chego a pensar que todas estas contemplações, toda a dialética dos acontecimentos, contribuem, só por si, para o vingar de anulações consentidas, de ignorâncias perpetuadas.

Estando de férias tentei ver televisão durante as horas em que habitualmente estou a trabalhar.

Mal ligo o aparelho irrompem do ecrã leviandades, aproveitamentos consentidos, o culto do ridículo.

NICOLAU BREYNER - UM ALENTEJANO DO TAMANHO DO MUNDO

O Alentejo perdeu dos um seus nomes mais consagrados. Nicolau Breyner, um nome incontornável da arte, do espetáculo e televisão portuguesa partiu hoje, aos 75 anos, vítima de um ataque cardíaco.

Nascido em Serpa em 1940, João Nicolau de Melo Breyner Lopes passou a sua infância no Alentejo e acabaria por mudar-se para Lisboa, onde canto na Juventude Musical Portuguesa e ingressou, mais tarde na Faculdade de Direito de Lisboa, uma aventura curta pois acabaria por entrar no Conservatório Nacional para um curso de canto e, posteriormente, de teatro.

O Lago dos Tubarões ou das Sardinhas Enlatadas?

Quando decidi começar a escrever estas crónicas comprometi-me comigo mesmo a tentar ser o menos controverso possível, optando sempre por abordar questões económicas de modo abstrato em detrimento de entrar em linha com temas da atualidade.

Durou… até hoje! Porque vou escrever sobre o Lago dos Tubarões, (a triste) versão portuguesa.

Foi com alguma expetativa que assisti ao primeiro episódio da adaptação lusa ao “Shark Tank”, e a palavra que no final melhor expressava o meu estado de alma era DECEÇÃO.