12 Janeiro 2020      19:47

Está aqui

Grito!

Sinto revolta. Estou revoltada. Sai dentro de mim. Vivo contigo há dois anos. Dois anos. Estou a chegar ao limite. Vou rebentar. Ar. Preciso de ar. Continuas a sufocar-me. Já não tenho ninguém para me salvar. Perdi-o. Perdi-o como perco vida a cada dia que passa. Há lágrimas no chão. Lágrimas que refletem o meu rosto. Esperança. O que é isso? Devia saber melhor o que significa. Mas não sei. Suplico. Suplico. E volto a suplicar. Não passam de meras súplicas. Estou presa. É um ciclo vicioso. Sento-me no chão. Está frio. Afinal ainda sinto. Sinto? O tempo não para. Estou assustada. Quero ser normal. Suspiro. Choro. Berro. Grito. Os meus pulmões estão cansados. Aliás, todas as peças que me compõe estão a minutos de explodir. Limpo as lágrimas. Estou a cair. Mas estou sentada. Continuo a cair. O mundo cai comigo. Será hoje? Não posso desistir. Olho em volta. Não desistas. Por ela. Um. Dois. Três. Empurro os dedos contra a palma da mão. Não vou desistir. Larga-me. Não é de ti de quem preciso. Por favor. Paciência. É o que eles dizem. Onde está a saída do labirinto? Vivo numa prisão. Decido ir contar estrelas. Cada uma me conta uma história de superação. Eu consigo também. Eu acredito em mim. Já não tenho lágrimas. Será que foram de vez? Vou parar isto. Esta na hora de vestir a minha máscara.

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