2 Dezembro 2020      10:50

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Aumento da vindima no Alentejo e Lisboa não compensa perdas do país

O Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) estima uma queda de 3% na produção de vinho nacional neste ano, adianta o Diário de Notícias. Estes dados mostram, contudo, que há mais regiões com menos vinho nesta vindima do que o que se esperava inicialmente e que, nas poucas em que cresce, o aumento é mais significativo do que o previsto.

É o caso de Lisboa, que mais uma vez vai produzir mais do que o Alentejo, esperando-se um aumento de 24%, bem acima dos 5% inicialmente previstos, para 1,226 milhões de hectolitros. Quanto ao Alentejo, vai duplicar o crescimento previsto no arranque do verão e está, agora, com uma produção de 1,130 milhões de hectolitros, mais 13% do que na vindima do ano passado.

Estes dados do IVV baseiam-se na análise das declarações já submetidas, até 19 de novembro, e que mostra uma produção total de 6,271 milhões de hectolitros de vinho, a nível nacional, ligeiramente abaixo dos 6,287 milhões previstos em julho.

No entanto, o instituto destaca que esta é ainda uma “primeira avaliação” e que estes dados ainda serão atualizados, “devido às declarações que estão a ser submetidas fora do prazo”.

No fórum da ViniPortugal, durante esta semana, foram conhecidos os dados das vendas de vinhos no mercado nacional, que acumulam uma quebra de 10,9% em volume e de 24,2% em valor. No total, nos primeiros nove meses do ano, foram vendidos menos 189 milhões de euros em vinho, fruto da falta de turistas e das limitações na restauração, setor que acumula quebras de quase 47%, quer em valor quer em volume. Nas exportações, os vinhos estão a portar-se bem, com um crescimento de 2,43% até setembro, que aponta para novo recorde na frente externa em 2020, mas que fica longe de compensar as perdas em território nacional.

Recorde-se que, para atenuar os efeitos da pandemia, o setor contou com um pacote de medidas de crise no valor de 18 milhões de euros, dos quais 12 milhões para a destilação de vinhos e seis milhões para apoiar o armazenamento de crise. No total, foram aprovadas 382 candidaturas, no montante global de 11 milhões.

Adicionalmente, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, anunciou que Portugal, em conjunto com os outros Estados membros, está a avaliar com a Comissão Europeia a possibilidade de prorrogar, para 2021, as medidas excecionais de apoio para as empresas afetadas pela covid-19.

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