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Era uma vez uns tipos comuns liderados por um tipo singular.

Enquanto banda que fez (conseguiu fazer) da longevidade uma forma de estar, alternaram entre o bom e o muito bom durante quase 20 anos. Mas, há sempre uma mas, e este é um mas que sabe maravilhosamente, houve um instante em que foram superlativos. Instante que equivale a um álbum: Different Class – corria ano de 1995, por essa razão um dos mais belos anos do senhor que está algures lá em cima. Não está, mas é como se estivesse.

Frankie Goes To Hollywood – Welcome to the Pleasuredome

Não foram os primeiros a fazê-lo, a misturar performance pop com as agruras da obra conceptual, mas nunca essa dimensão do espectáculo havia sido encenada em disco tão nos limites do gosto vigente e de forma tão, como dizer,… promíscua. Simbologia, claro está, de uma profunda rebeldia. Sistema anti-sistema de recolha e reciclagem (talvez, se nos é permitido ir por tal caminho, e agora pleno de pujança e actualidade e saudável exagero, possa ser visto como um equivalente do cinema de Tarantino na criação musical pop).  

Mais Woodstock - The Who

 

"See me

Feel Me

Touch Me

Heal Me

See Me

Feel Me

Touch Me

Heal Me

 

See Me

Feel Me

Touch Me

Heal Me

 

See Me

Feel Me

Touch Me

Heal Me

 

Listening to you, I get the music

Gazing at you, I get the heat

Following you, I climb the mountain

I get excitement at your feet

 

Right behind you, I see the millions

On you, I see the glory

From you, I get opinion

From you, I get the story

 

Twin Peaks

Alguém que admiro, digo apenas que é um devoto de Madonna (provavelmente a ligação directa à adolescência que o faz lidar melhor com o seu envelhecimento – mas que sei eu?), fez-me reviver esse lugar de estranhas afectividades que era o liceu de Twin Peaks, onde no meu mundo de sonhos também estudei entre Outubro de 1990 e Maio de 1991, sabendo agora que o edifício vai ser demolido.

Antes, passei, em modo delirante, pelo episódio-piloto da série, dirigido pelo meu então pai-espiritual, David Lynch (o homem que dirigira quatro anos antes o meu filme favorito, Blue Velvet).

Elza Soares

Tem, eventualmente, 82 anos, pois as fontes divergem (alternam entre os 82 e os 89 anos).

Teve 8 filhos de parto natural (6 rapazes e 2 raparigas), dos quais perdeu 4, 2 recém-nascidos por malnutrição, 1 ainda criança, aos 9 anos, e outro com 59 anos.

The Great Valerio

Richard & Linda Thompson - The Great Valerio, extraído com todo o cuidado de I Want To See The Bright Lights Tonight

O doce sabor da melancolia facilmente se confunde no espírito com a profundidade de uma respiração candente, ou seja, (pres)sente-se como substância, mescla de gases e energia.

Uma vez que trabalha na mente, corre-se o risco do não reconhecimento imediato ou da confusão entre os estados físicos em causa. Mais ou menos assim: sim, roça no paladar e  (é)  sólido e  (é)  suave e pouco denso e sabe a algodão doce, e parece algodão doce.

Trump – Vírus e o indivíduo intrinsecamente doente?

Trump – Vírus e o indivíduo intrinsecamente doente? Vírus e a aceitação da crucificação, na sequência de algumas das mais belas e desencantadas palavras de Sixto Rodriguez (também conhecido por Sugar Man)?

Nos domínios da loucura… perdão, da perfeição.

John McEnroe – No Domínio da Perfeição (2018), Julien Faraut –

Les Yeux Sans Visage

Les Yeux Sans Visage (1960), de Georges Franju - Que os olhos mais tristes do mundo não tenham rosto parece o mais congruente dos princípios, dado o superlativo em causa, que aniquila tudo o resto. Tal como o que se segue: os olhos mais tristes, absorvidos por um extremo, não podem, muito naturalmente, deixar de ser absolutos na sua consequência – (na perspectiva do observador) são pontos de luz que uma vez descodificados, se tornam em poesia cristalina e estelar, devastadora.

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