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Opinião

Palavra colorida

Há palavras curtas e palavras compridas. Há palavras que não se medem pelo número de letras que as compõem, mas pelo mundo que comportam dentro de si.

As palavras são imagens, só que com mais liberdade daquilo que se cria na nossa cabeça quando as lemos. Há palavras frias e palavras quentes, há palavras boas e palavras más. Cada palavra traz consigo outra palavra. Todas têm um significado, que depois de misturado dá outro conceito, perto e longe do peito.

Como disfarçar o indisfarçável?

Temos um conjunto de matérias que já não se conseguem disfarçar. Deixo alguns exemplos noticiados nos últimos dias:

Segundo o Jornal Expresso: os sem-abrigo aumentaram 78% em quatro anos: são mais de 10 mil, entre homens, mulheres, jovens, idosos, estrangeiros, famílias inteiras. Há cada vez mais pessoas a viver nas ruas, em tendas e cartões, empurradas pela crise da habitação, imigração e consumos. Associações estão a atingir o limite de ajuda.

Canja

É quando estamos doentes, com um ligeiro mal-estar ou num dia frio de inverno que a palavra nos soa mais apelativa e mais ternurenta. Sabemos que o significado atrás da palavra canja certamente nos dará um conforto apaziguador ou as forças necessárias para recuperar a saúde.

Com variações por todo o mundo, a canja é um prato internacional e favorito de tanta gente. É simples. No entanto, é na simplicidade das coisas que reside a sua maior beleza ou os seus maiores benefícios.

As Pessoas

Em tantos dias de vida, tantos percursos diferenciados que todos temos, se há elemento comum a todos nós é o de que nos cruzamos com outras pessoas. Tantas outras pessoas. Dependendo de inúmeros fatores, alguns já se cruzaram com um número imenso de pessoas diferentes.

Depende por exemplo da idade, da localização geográfica de onde vive, da profissão, do sedentarismo e de qualidades pessoais de cada indivíduo. As pessoas são todas diferentes, nem os gémeos mais idênticos são iguais. E isso, na minha opinião, é muito bom! Permite-nos uma diversidade multiplicada por 7 biliões.

Comemora-se a República e escondem-se os problemas

Nas cerimónias do 5 de outubro comemorou-se a República, mas esconderam-se os principais problemas dos portugueses.

São vários os problemas sentidos pelos portugueses. Problemas de habitação, de custo de vida, mau funcionamento do SNS – Serviço Nacional de Saúde, agravamento do sistema educativo, problemas graves no funcionamento da justiça, falta de resposta dos serviços públicos, péssima execução dos fundos comunitários, entre outros.

Uma casa à beira mar

Fecha-se os olhos e vê-se aquilo que se imagina e aquilo que verdadeiramente se quer ver. Podem não ser imagens reais, mas são as que a nossa mente nos proporciona.

Cada pessoa vê coisas diferentes quando fecha os olhos e as viagens que faz têm diferentes motoristas e diferentes pontos de partida e de chegada.

No tempo em que não havia fotografias nem televisões, nos anos em que não havia aviões nem carros, aquilo que se podia imaginar é ver de olhos fechados era tão diferente do que hoje vive em cada um de nós.

O novo Karl Marx, provavelmente, já nasceu

Tanto já terá nascido como, andará por aí a aguardar o seu momento, terá entre 12 e 22 anos de idade, será um jovem estudante na escola ou na universidade, fará parte de grupos de contestação climática, posteriormente, do movimento associativo e, invariavelmente, fará parte de um partido, ou dois, caso o primeiro seja um erro de casting, entrará no mercado de trabalho, e ao cabo de dois ou três anos de precariedade concluirá que está a vender o seu suor, o seu desgaste e a sua saúde em benefício de uma monstruosa máquina aparatosa que não o beneficia a si, mas sim a 1% de uma população ultr

A idade

Hoje, escrevo sobre qualquer idade, a minha

Idade, a vossa idade, a idade do país, a idade da desigualdade…

 

Falo de um país imaginário… que tenho a certeza não existe nem na América, nem em Portugal….

Nesse país, numa das minhas visitas, num encontro inesperado encontrei um cidadão que me colocou várias perguntas e me apresentou argumentos válidos. Passo a citar:

 

A falta de professores

Um mal há tanto tempo anunciado, quanto desvalorizado.

Outono

Os dias começam a ficar mais pequenos. Notava-se quando as horas já não tinham tanto sol. A cada dia que passava depois do pico do verão, as noites ficavam mais longas. Era o ciclo natural do ano e das estações desse mesmo ano.

Começavam, também, a cair as primeiras chuvas. Ainda tímidas, anunciavam tempos mais frios e uma mudança no ecossistema e naquilo que existia. Era o outono a chegar, notava-se em variados aspetos da vida diária. Os casacos e as roupas mais quentes denunciavam que se acabaram os bronzes da praia, os calções e as camisas de manga curta.

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