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Língua

Proteção e a valorização do barranquenho aprovada por unanimidade na AR

O plenário da Assembleia da República (AR) aprovou, ontem, por unanimidade, as propostas do PS e do PCP para o reconhecimento e proteção do barranquenho e de toda a sua identidade cultural.

Este dialeto raiano - muito marcado e influenciado pela língua espanhola - típico do concelho de Barrancos, vê agora aberto o caminho para que seja protegido e valorizado como a marca cultural única e uma característica intrínseca do povo barranquenho, podendo agora passar a ser reconhecido como língua oficial.

Barranquenho vai ter Centro de Interpretação

O “barranquenho” terá agora mais garantias de ser preservado com a criação do Centro de Interpretação.

Iniciativa da autarquia, o centro vai nascer num edifício “senhorial” a par da Biblioteca Municipal e há já uma equipa de especialistas - que inclui a Universidade de Évora e de uma Universidade de Madrid - a trabalhar para a criação  deste museu.

O barranquenho resulta do contacto entre o português meridional, ou alentejano com as variedades meridionais andaluzas e estremenhas, em Espanha.

Universidade de Évora aproxima português e chinês

Está a ser desenvolvido pela Universidade de Évora (UÉ) e pela cidade de Macau um novo sistema de tradução automático chinês-português e que se prevê esteja terminado no próximo ano, num investimento a rondar o milhão de euros.

A infraestrutura tecnológica do projeto ficará em Évora, e é Paulo Quaresma, professor do Departamento de Informática da Escola de Ciências e Tecnologia da UÉ, o investigador responsável do projeto e que revelou que este programa será um salto qualitativo em relação aos existentes.

 

Imagem de cdn.jornaldenegocios.pt

 

Falar com sotaque

Numa das suas visitas a Universidade de Évora, José Saramago, o galardoado escritor português, relatou uma curiosa estória, ocorrida durante uma recente deslocação a uma universidade brasileira. Segundo Saramago, estava ele a meio de uma intervenção quando foi abordado por um membro da plateia que lhe pediu que falasse mais devagar pois muitos dos que ali estavam não conseguiam perceber o seu sotaque. Surpreendido, o escritor retorquiu incisivamente que quem tinha sotaque ali eram os ouvintes e não ele.