24 Junho 2016      15:52

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SARAMAGO LIGA O ALENTEJO AO MUNDO

Tudo nasceu de um convite de um grupo de estudantes italianos a José Saramago, durante uma visita ao Alentejo, para ir conhecer a sua cidade, Pontedera, na Toscana, em 1992. Um intercâmbio cultural entre Portugal e Itália que o escritor apadrinhou oferecendo-lhes os direitos de autor em Itália do seu livro “O ano de 1993”. A 24ª edição do Festival Sete Sóis Sete Luas, que atualmente se estende a 30 cidades e 11 países do Mediterrâneo e do norte de África, vai estar presente, entre 24 de junho e 9 de setembro, nos municípios como Ponte de Sor, Alfândega da Fé, Oeiras, Odemira e Castro Verde, com concertos, teatro, dança e degustações. Aqui, a “passarola”, uma máquina voadora inventada pelas personagens que emprestam nome ao evento, é o símbolo desta diluição de fronteiras através da Cultura.

A cidade alentejana de Ponte de Sor, no distrito de Portalegre, é o centro cultural português do festival internacional, dirigido pela Fundação José Saramago, que promove o intercâmbio cultural entre países e defende a mobilidade de artistas por esta rede, privilegiando as periferias em detrimento de grandes centros urbanos. Presente, este ano, em países como Espanha, França, Itália, Brasil e Cabo Verde.

Os outros centros culturais do festival que organizam exposições e laboratórios de criatividade e gastronomia e degustações, e estão localizados em Frontignan (França), Pontedera (Itália), e Ribeira Grande (Cabo Verde). O último, inaugurado em janeiro deste ano, foi construído com os 50 mil euros do prémio Caja Granada, atribuído ao festival em 2009.

Além da nova aposta na formação, a internacionalização dos artistas portugueses, que conta com o apoio do Instituto Camões, é um dos objetivos do festival, que este ano apresenta um concerto de Cuca Roseta, no dia 22 de julho, em Pontedera, Itália. A Luasiberica Orkestra, formada na edição anterior, funde as sonoridades de Andaluzia, Brasil, Itália e Portugal e vai este ano viajar a vários países do universo Sete Sóis Sete Luas.

Com a preocupação de fazer chegar música de qualidade às populações, a programação do festival oferece uma panóplia de géneros e sonoridades, como a guitarra de world music de Manecas Costa, da Guiné-Bissau, indicado aos Grammy em 2009, os Tribali Music, um grupo de Malta que toca com instrumentos do Nepal e da Índia, e os Rhymes Des 7Lunes, cinco músicos de Cabo Verde, Israel, Itália, Marrocos e Portugal, coordenados por José Peixoto, ex-membro dos Madredeus. Com lugar, também, para a companhia de circo L’Ptits Bras, o teatro de Markeliñe e a exposição de arte urbana de Alicé e Zed1. 

Mais informações sobre o festival aqui.

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