21 Novembro 2016      10:54

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HONESTIDADE E TRANSPARÊNCIA

Nas últimas semanas temos sido brindados por mais uma polémica em torno da Caixa Geral de Depósitos.

Desta feita, a polémica prende-se com a entrega de declaração de rendimentos por parte da nova Administração da Caixa.

No entendimento dos Administradores, conhecido esta semana, os mesmos não encontram argumentos para a obrigatoriedade de entrega de tais declarações.

Ora, o argumento legal, já confirmado pelo Tribunal Constitucional com a notificação para entrega das declarações de rendimentos, é bem claro nessa obrigatoriedade, uma vez que a lei que poderia isentar administradores de tal responsabilidade não tem efeitos retroactivos.

Perante o “fecho do cerco”, os Administradores da Caixa já dizem que vão responder ao Tribunal Constitucional que não consideram existir obrigatoriedade de entrega das declarações mas que, caso sejam novamente notificados para o efeito o irão fazer.

Embora venham a entregar as declarações, da imagem de falta de integridade os Administradores já não se livram, colocando mesmo em causa a imagem da Instituição que agora gerem.

É mais do que sabido que quem faz uma instituição são as pessoas que nela trabalham e, numa primeira impressão, os seus responsáveis.

Se logo que entram, estes Administradores causam desconfiança não só nos accionistas mas em todos os seus clientes, como será de ora em diante?

Portugal tem várias pessoas competentes e capazes que, cada vez mais se afastam deste tipo de cargos precisamente pelas posturas tomadas por quem os ocupa e pela imagem que passam.

Ninguém quer trabalhar com alguém que não passe uma imagem de honestidade e transparência sob pena de, em conjunto com os responsáveis da instituição, cair no ciclo vicioso do poder.

Nas próximas semanas, iremos ter o desfecho final de toda esta polémica.

Resta saber qual será o desfecho da gestão da Caixa Geral de Depósitos.

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