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Agricultura intensiva

Movimento congratula campanha alemã contra agricultura intensiva no Alentejo

O Movimento Juntos Pelo Sudoeste (JPS) congratulou-se com a campanha lançada por ativistas alemães contra as culturas intensivas no Alentejo e Algarve, voltando a apelar a uma intervenção de Bruxelas.

Em declarações à Lusa, Fátima Teixeira, porta-voz do movimento de cidadãos de Odemira (Beja) e Aljezur (Faro), disse que “esta campanha vem na sequência de vários esforços” que o movimento JPS tem efetuado “nos últimos anos” para que “outros ativistas no centro da Europa ergam a sua voz” e “chamem a atenção” para o problema “da exploração da agricultura intensiva no Baixo Alentejo”.

Associações do Baixo Alentejo acusam Governo de ameaçar agricultura intensiva

A Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) acusou o Governo de ameaçar a agricultura intensiva, após a divulgação da abordagem do executivo sobre esta atividade, e lamentou que o setor não seja ouvido.

Em comunicado, citado pela agência Lusa, a FAABA indicou que “o Governo não ouve os agricultores e ameaça a agricultura intensiva [...]. O Governo ignora que a área de culturas ditas intensivas no Alentejo que tiram partido do regadio representará no futuro não mais do que 15% da superfície agrícola utilizada total na região”.

Juntos Pelo Sudoeste diz que nova legislação para agricultura intensiva é “velha”

O movimento Juntos Pelo Sudoeste considera que a resolução do Conselho de Ministros, de 27 de julho, que prevê a criação de regimes de certificação de produção sustentável abrangendo as vertentes ambiental, económica, laboral e responsabilidade social, para as explorações de agricultura intensiva, é “nem mais, nem menos do que uma sobreposição de regimes jurídicos”, uma vez que essa certificação já estava prevista, apesar de não ser aplicada.

Ambientalistas acusam Portugal de apoiar lobby para a agricultura intensiva

O Gabinete Ambiental Europeu (The European Environmental Bureau), a maior rede de organizações ambientais de cidadãos da Europa e da qual faz parte a associação portuguesa Zero — Associação Sistema Terrestre Sustentável, acusou a União Europeia, o Governo de Portugal e os agricultores de contribuírem para um “lobby para a silvicultura e a agricultura intensiva”, a quem o próprio Executivo pede ajuda “para avaliar as suas decisões e planos de apoios”.

Barragem de Santa Clara em Odemira está a menos de metade

A Associação de Beneficiários do Mira cortou a água aos pequenos agricultores devido à sua escassez que cada vez mais se faz sentir nesta zona, avança a TSF. A Barragem de Santa Clara, que abastece toda esta zona do sudoeste alentejano, já se encontra a 49% da sua capacidade, ainda antes do início do verão.

Autarca de Odemira e Zero alertam para falta de água no concelho

A associação ambientalista Zero une-se e dá voz às queixas do autarca de Odemira sobre a falta de água no concelho, devido à falta de ordenamento e às explorações agrícolas na zona.

Em declarações à TSF, José Alberto Guerreiro, presidente da Câmara Municipal de Odemira, alertou para a forte possibilidade de haver falta de água na região e de a água disponível na barragem de Santa Clara, situada no rio Mira, só chegar para o período de um ano, caso não chova. Para o autarca, o problema é agravado pela agricultura intensiva, situação que o próprio já tinha denunciado ao Governo.

Agricultura intensiva contribui para declínio de sobreiros e azinheiras

Um estudo do Instituto Superior de Agronomia (ISA) analisou o “enorme declínio” de sobreirais e azinheirais no país nos últimos 50 anos e concluiu que a agricultura intensiva tem tido influência no decréscimo de ambas as espécies, avança a Lusa.

A equipa identificou também uma relação entre o aumento da temperatura média anual e a perda de coberto de sobreiros, assim como um decréscimo de azinheiras em áreas onde há uma maior exploração de gado bovino, afirmou a investigadora do Centro de Ecologia Aplicada do ISA responsável pelo estudo, Vanda Acácio.

Alentejo Litoral: movimento denuncia “negligência” face à agricultura intensiva

O movimento de cidadãos “Juntos pelo Sudoeste” (JPS) apresentou à Comissão Europeia, no passado Dia da Terra, uma queixa em que acusa o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) de permitir “passivamente” a degradação da paisagem, dos recursos naturais e do tecido social.

Agricultura intensiva ameaça flora no concelho de Beja

A associação ambientalista Zero alertou que estão a ser destruídas quatro populações de espécies de flora ameaçada, no concelho de Beja, devido à agricultura intensiva.

Em comunicado, citado pela agência Lusa, a associação garante que, após a denúncia, constatou no local que “está a ocorrer a destruição de populações de várias espécies da flora ameaçadas, na sequência do arranque de mais um olival tradicional, com recurso a mobilizações de solo para instalação de um projeto de agricultura intensiva”.