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Arte

A fuga do peru

Dia 26 de novembro do corrente, antecipando a grande festividade do dia do peru nos Estados Unidos, Macário, um peru grande e encorpado que vivia no meio desse país, antecipou um acontecimento que o deixaria em sérios problemas, se não, questão de vida ou de morte. Neste caso sabemos que seria mais de morte.

Há uma tradição aqui deste lado do Atlântico de sacrificar um animal que será barbaramente degustado por um número enorme de comensais. Trata-se do Dia de Ação de Graças. Quem não acha muita graça são os perus. Neste caso Macário não achava mesmo piada nenhuma.

O elefante que conhecia tudo

Seu nome próprio era elefante embora os amigos se dirigissem a ele como ele. Vivia em África e nunca tinha vindo ao Alentejo. Podia até já ter vindo mas não era o caso.

A família era numerosa. Havia elefantes grande e havia elefantes pequenos. Havia primos e tios e afilhados e coisa que tal.

Elefante tinha uma vida cheia. Já tinha vivido muito e nunca se esquecia de nada. Daí terá surgido uma famosa expressão de memória de elefante. Era mesmo assim este ele.

Nem doente, nos seus últimos dias, se esquecia de nada.

A galinha dos ovos de chocolate

Numa ilha tropical vivia uma galinha. Morava no interior da ilha e era uma galinha sabida e curiosa, ao contrário das outras galinhas que não eram assim muito interessadas por questões astrofísicas. A galinha Gá Gá era muito diferente de todas elas. As outras galinhas levavam uma vida normal de galinha, como se espera... bicavam milho e sementes, comiam coisas frias e quentes, bebiam água da ribeira e do bebedouro e punham ovos.

O sapo encantado

Num reino muito distante, onde as árvores não falavam, onde os habitantes vestiam roupas de encantar, onde todos falavam a cantar, havia um habitante especial. Tão especial que merece uma fábula nossa. Chamava-se Teodoro e era um sapo. Vivia, num mundo em que os sapos eram simples plebeus e gente de baixa e má rês. Teodoro tinha um sentido de justiça muito especial. Fugia do padrão do resto dos sapos e das rãs, mas mesmo assim conseguia entrar nos nervos de algumas espécies com capacidades mágicas.

Madam Patchouli

Quando se é uma lady, é-se uma lady em todos os sentidos da palavra. Nada dessas músicas que se cantam por aí de uma lady na mesa e outra coisa noutros sítios.

Museu da Tapeçaria de Portalegre expõe obras de Almada Negreiros e Maria Keil

Em Portalegre, existe um dos mais distintivos museus nacionais. O Museu da Tapeçaria de Portalegre - Guy Fino transforma obras de arte em tapeçaria desde há décadas e manteve uma estreita ligação com muitos artistas nacionais.

Agora, o museu alentejano vai expor setenta e sete obras de Almada Negreiros e Maria Keil, desde tapeçarias, cartões, desenhos, azulejos, entre outras formas, e que estarão patentes ao público até 31 de dezembro.

A caravela portuguesa

São dois dias na vida de uma alforreca. São dois dias na vida de um ser do mar que viaja ao sabor das águas. Porém, esta não era como as outras. Era diferente, tinha personalidade e, diga-se de passagem, que personalidade. Uns dias, a nossa alforreca, cuja sua graça era Medusa, estava bem e eufórica, outros dias estava em baixo e absolutamente furiosa. Só conseguia pensar numa coisa e isso não era nada de bom.

Medusa, poderei arriscar, sofria de alguma forma congénita de bipolaridade. Não haveria outra forma de pôr as coisas na frente do senhor leitor.

Elvas recebe Festival de artes A SALTO de 28 a 30 de agosto

A 4.ª edição do festival “A SALTO – Tomada Artística de Elvas” irá realizar-se de 28 a 30 de agosto, em vários locais da cidade de Elvas.

Este é um projeto que existe desde 2016 e que privilegia a apresentação pública de projetos artísticos contemporâneos transdisciplinares, em diálogo com a topografia social e arquitetónica do município fronteiriço de Elvas.

Isaías, um furão da vida

Quem era Isaías? Que força da natureza era esta que impressionava todo e qualquer um que no seu caminho alguma vez se tenha cruzado. Isaías nasceu numa ilha do Atlântico. Os seus pais, furões selvagens, nunca tinham tido outra vida a não ser comer bagas, outros alimentos, excrementar e procriar. Entre os muitos frutos da sua procriação nasceria Isaías. Não sei porque lhe deram esse nome, mas quanto a mim, parece-me apropriado.

Isaías, como tantas personagens antes dele nestas nossas histórias, não se satisfazia com o papel que, aos nossos olhos humanos, lhe atribuira a natureza.

Tribunal de Torres Novas descobre tesouro artístico em pintura

O restauro de uma pintura do Palácio da Justiça de Torres Novas, da qual nada se sabia, veio revelar que se trata, afinal, de uma obra de arte importante, talvez a última de Manuel Lapa, destacado pintor da segunda geração de artistas modernistas.

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