14 Dezembro 2016      11:57

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SECA EXTREMA EM BEJA BAIXA QUALIDADE DA ÁGUA NO ABASTECIMENTO PÚBLICO

Segundo uma notícia avançada pelo Público, assinada por Carlos Dias, a seca no Baixo Alentejo está a colocar em causa a qualidade da água no abastecimento das populações de Beja e Aljustrel e que afecta cerca de 35 mil consumidores. A origem do problema que dá à água odor e sabor desagradável está na albufeira do Roxo, que se encontra a níveis muito baixos de armazenamento (14,5%).

Para a empresa Águas Públicas do Alentejo, S.A. (AgdA), responsável pelo fornecimento de água em alta nos dois concelhos, o problema agrava-se com a incapacidade da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Roxo em tratar estas águas porque o equipamento se encontra "obsoleto" e não consegue garantir a qualidade da água no abastecimento público.

Segundo o relatório síntese do Plano de Ordenamento da Albufeira do Roxo refere as principais fontes de poluição que chega à reserva de água “tem origem agrícola, resultante de práticas fitossanitárias e de adubação de culturas de regadio e outras” que se praticam a montante. Também o pastoreio de animais na área da bacia hidrográfica do Roxo “constitui uma fonte importante de nutrientes, matéria orgânica e microbiológica que drenam para a albufeira”. Estes constrangimentos assumem maior impacto nos períodos em que o volume da albufeira “está mais baixo.”

Para ultrapassar o problema só reequipando a ETA com tecnologia moderna o que deverá acontecer no próximo ano, após investimentos previstos de mais de um milhão de euros.

A Barragem do Roxo foi construída entre 1963 e 1968, pela Direcção Geral dos Serviços Hidráulicos. Em 1970 a sua gestão foi entregue à responsabilidade da Associação de Regantes e Beneficiários do Roxo.

Imagem de capa de mun-aljustrel.pt

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