7 Novembro 2025      12:10

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Santuário no Alentejo recebe primeiros elefantes em 2026

O primeiro grande santuário europeu para elefantes, que está a ser preparado nos concelhos de Vila Viçosa e Alandroal, começa a receber animais nos primeiros três meses do próximo ano, noticia o portal New in Town (NiT).

Este projeto, anunciado em 2022, foi oficialmente apresentado no dia de ontem, quinta-feira (06), em Vila Viçosa, pela organização sem fins lucrativos Pangea.

“Temos vindo a trabalhar na gestão do habitat, melhorando a qualidade do mesmo e assegurando que é tão diverso quanto possível”, afirmou Kate Moore, diretora-geral da organização, em declarações à agência Lusa, citada pela SIC Notícias e pela NiT.

É possível que as primeiras construções, iniciadas há dois meses, estejam “concluídas em dezembro”, ficou a saber-se. Se estas previsões se confirmarem, os elefantes poderão começar a chegar ao santuário entre os meses de janeiro e março do próximo ano, garantiu a responsável.

O projeto é da responsabilidade de um fundo internacional para a proteção das espécies de elefantes, tinha já noticiado a NiT, há três anos, tendo sido criado para proporcionar condições dignas aos elefantes em fim de vida ou que se encontram em cativeiro em locais como circos ou jardins zoológicos.

“Como sempre viveram em cativeiro, não têm condições para viverem na natureza em África, nem seria economicamente sustentável ou viável levá-los para lá. Portanto, a criação de um santuário na Europa que acolha estes animais faz todo o sentido do ponto de vista da conservação”, sublinhou, na altura, João Grilo, presidente da Câmara Municipal de Alandroal.

O terreno que vai receber os elefantes tem aproximadamente 402 hectares. O grande objetivo passa por proporcionar “cuidados vitalícios a elefantes reabilitados de zoos e circos” de toda a Europa, podendo ser ali recebidos entre 20 e 30 animais.

“Não estamos aqui para resgatar elefantes, mas para trabalhar com pessoas que já têm elefantes e que estão à procura de uma alternativa para esses animais”, esclareceu Kate Moore, fazendo referência, a título de exemplo, a países que proibiram animais no circo, não tendo agora esses animais para onde ir.

Estes são os animais “prioritários” no santuário. “Queremos ajudar esses circos, jardins zoológicos e governos a dar um lar a esses elefantes que já não têm onde viver, proporcionando-lhes um habitat natural por onde podem vaguear, com liberdade, mas ao mesmo tempo com cuidados veterinários e zootécnicos”, frisou.

 

Fotografia de tsf.pt