Tribuna Alentejo
ta_25
Cultura

Salgueiro Maia vai ter um mural na Antiga Escola Prática de Cavalaria em Santarém

O arquiteto João Samina prepara-se para iniciar um mural de grandes dimensões na fachada da antiga Escola Prática de Cavalaria em Santarém, em homenagem ao rosto alentejano da revolução do 25 de abril, Salgueiro Maia.

A intervenção artística arranca amanhã, 3 de julho, segundo o Correio do Ribatejo.

Em 25 de Abril de 1974, Salgueiro Maia teve o seu encontro com a História. Ao princípio da madrugada, na parada da Escola Prática de Cavalaria, afirmou perante 240 homens: “Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado: os Estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!”. Todos cedem ao carisma de Salgueiro Maia. Às três e meia da manhã, dez viaturas blindadas atravessam a porta de armas da EPC, comandadas pelo capitão sem medo. O objetivo é atingir… Toledo, o nome de código para o Terreiro do Paço e os seus ministérios – o coração do regime.

A História consagra-o como o maior exemplo de coragem da revolução de 25 de Abril de 1974. Salgueiro Maia, o capitão sem medo, desapareceu a 4 de Abril de 1992.

Aos 14 anos, Samina, assim conhecido no mundo da arte urbana, começou a espalhar adesivos pelas ruas e discretamente começou a sua carreira no mundo da arte de rua. Durante vários anos acompanhou o crescimento do movimento e assim foi crescendo como artista autodidacta. E é precisamente nesse período que descobre a arte do stencil tendo em 2010 produzido um grande e consistente trabalho. Desde então, Samina busca constantemente novas emoções e experiências em cada trabalho que desenvolve, construindo uma linguagem própria, usando técnicas de stencil com outros elementos de arte a partir das suas próprias raízes (arte de rua, design gráfico, pintura e arquitetura).

 

 

 

Artigos relacionados

Câmara de Évora tranquiliza CENDREV, lembrando que em 2025 a autarquia apoiou aquela companhia em mais de 800 mil euros

Redação Alentejo

Sines devolve Igreja de Nossa Senhora das Salas ao público, após restauro de dois anos

Redação Alentejo

11 anos voltam as Festas do Povo de Campo Maior, Património da Humanidade

Redação Alentejo

Elvas vai recuperar o seu maior paiol, erguido no século XVII, na Guerra da Restauração

Redação Alentejo

“Beja na Rua” transforma o centro histórico da cidade num palco de verão

Redação Alentejo

Jovens bailarinas de Beja vão bater-se com elite europeia de dança

Redação Alentejo