31 Maio 2016      19:15

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QUANDO FOR GRANDE QUERO SER…

"100 NOTAS DE ECONOMIA"

Em vésperas de mais um dia da criança, a minha crónica não poderia deixar passar em branco esta tão importante data.

Sou um pai muito orgulhoso de um menino feliz com o qual tenho aprendido imenso. A vida vista pelo olhar de uma criança consegue de facto mudar a nossa perspetiva, o modo como nos habituamos a ver as coisas.

Até mesmo em termos de empreendedorismo! Eu consigo mesmo afirmar com toda a convicção que o melhor empreendedor é uma criança! Ainda que sem saber o que esta palavra significa!

Um empreendedor não é mais do que alguém capaz de sonhar e imaginar, realizando depois o que sonhou.

E existirá alguém melhor para sonhar e imaginar sem limites do que uma criança?

Um adulto já não é capaz de o fazer naturalmente. Estamos muitas vezes prisioneiros, quer de de nós próprios quer da sociedade e proibimo-nos de sonhar.

E a criatividade de uma criança? Será que tem limites? E quando adicionada à imaginação? Quando alguém consegue prender lençóis com molas em cadeiras e com mais um dois apetrechos ir dar um passeio até à lua, certamente consegue ver muito mais do que o que está à vista.

A aversão ao risco que impede muitos empreendedores de arriscar é algo que não aflige uma criança. Com a naturalidade própria de quem ainda não avalia quaisquer riscos, uma criança não tem medo de os correr. É claro que depois terá de aprender a lidar com as consequências, mas certamente lhe servirá de lição.

E que dizer da capacidade de iniciativa que tão espontaneamente as crianças revelam? Restam dúvidas?...O melhor empreendedor é mesmo uma criança!

Quando olho para o meu filho, e mesmo com toda a parcialidade que não consigo nem quero disfarçar, reconheço nele muitas características e competências de um empreendedor. Sonha e imagina sem qualquer limite, bastando por exemplo ter um skate para acreditar que conseguirá fazer todas as manobras dignas de um skater profissional. Tem imensa iniciativa e resiliência para convencer os outros a fazerem-lhe as vontades. Esgrime argumentos sempre convicto que a sua ideia é a melhor e busca incessantemente uma forma de quebrar as regras. Com imenso gosto por descobrir e experimentar coisas novas já não consegue negar o interesse para a novidade que despertámos nele. É certo que enquanto pais, o tentamos educar assim. Mas o mérito maior é dele. Acredito que necessitamos de ter crianças mais autónomas, com mais iniciativa, habituadas a ver o mundo de forma diferente. Crianças confiantes, criativas, inovadoras e com gosto em trabalhar em equipa. Se a escola estiver demasiado preocupada com os conteúdos letivos, demasiado rígida, as competências empreendedoras não estarão a ser devidamente treinadas e o tempo em casa terá de ter isso em consideração.

Porque não basta querer ser empreendedor. Há que trabalhar, treinar (muito) para lá chegar.

Se questionarmos uma criança sobre o que quer ser quando for grande iremos obter uma quantidade infindável de respostas. Mas quando forem grandes...basta que sejam o que quiserem ser. E isso já é ser empreendedor!

 

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