Os movimentos Dunas Livres e Reabrir a Galé organizaram, esta quinta-feira, uma manifestação simbólica no litoral alentejano, sob a forma do tradicional do “primeiro mergulho do ano”.
Segundo a TSF, a iniciativa teve como objetivo reivindicar o acesso livre às praias e denunciar o que consideram ser a crescente privatização da costa.
A ação decorreu na praia do Pego, apontada pelos organizadores como um dos locais onde empreendimentos turísticos de luxo têm vindo a limitar o acesso público.
Em declarações à TSF, Rebeca Mateus, cofundadora do movimento Dunas Livres, afirmou que estas práticas são ilegais e contribuem para a elitização do litoral alentejano: “é uma forma de abrir o ano e também de simbolicamente manter esta firmeza de que as praias não podem ser privatizadas. Nesta região o que está a acontecer é que vários empreendimentos turísticos de luxo reclamam praias privadas, que é contra a lei e impede o acesso da pessoa comum à praia”.
Ambos os movimentos alertam ainda para os impactos ambientais associados a estas unidades de luxo. Rebeca Mateus destacou a destruição de zonas dunares sensíveis do ponto de vista ecológico e o aumento dos riscos ambientais, bem como problemas relacionados com a extração de água e a pressão exercida sobre o território.
Além do mergulho simbólico, o programa da manifestação incluiu uma caminhada e um piquenique.
Fotografia de jb.pt