2 Dezembro 2017      12:42

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O "JORDAN" ALENTEJANO?

Joga basquetebol no único clube alentejano na Liga “Placard”, o Eléctrico Futebol Clube, de Ponte de Sor e é o mais novo do plantel com ainda 17 anos, o que o transforma num dos mais jovens de sempre a jogar nos campeonatos nacionais.

Com o número 23 (jogador de verde na imagem), Diogo Rosado, é natural de São Pedro do Corval, em Reguengos de Monsaraz. Tem 1,88m e só joga basquetebol a sério desde há 4 anos. Representou dois clubes: o ASC-BVRM de Reguengos de Monsaraz e o Eléctrico; no ASC-BVRM jogava a poste, posições 4 e 5, agora, dada a estatura e exigência da liga, passou a extremo.

A cada triplo encestado o dedo aponta ao céu – dedicado ao avô que já não está; a família é, segundo o Diogo, a base do seu sucesso.

 

TRIBUNA ALENTEJO (TA) – Como surgiu a oportunidade de jogar na Liga “Placard”?

Diogo Rosado (DR) - A oportunidade surgiu quando o treinador e o presidente do Eléctrico me convidaram a vir fazer a pré-época com a equipa, para eu vir há experiência.

 

TA – Deixar a família, a escola, os amigos… Como foi a adaptação?

DR - A questão de deixar tudo para trás foi o mais difícil, pois, sempre vivi na minha pequena aldeia e foi uma mudança de 360 graus na minha vida. Deixar a minha família, os meus amigos principalmente 7 deles que sempre estiveram e estão comigo, a adaptação na escola foi fácil pois não passo lá muito tempo, mas o estudo é fundamental, pois, o basquetebol em Portugal dá uma vida tranquila enquanto se joga mas o valor dos ordenados é baixo e quase não dá para juntar dinheiro para um dia mais tarde por isso tirar um curso para quando a carreira acabar puder trabalhar para puder dar uma boa vida há minha família. No início a adaptação foi um pouco difícil pois não conhecia nada nem ninguém e andava um pouco “sozinho”, mas uns dias depois chegou o meu colega de casa e o Kevin Coronel (jogador internacional cabo-verdiano) e a partir daí foi mais fácil pois já tinha companhia e o Kevin é uma grande pessoa e um grande amigo que ganhei para a vida. E depois de o Kevin cá estar conheci os amigos dele e agora já estou mais integrado cá.

 

TA – Até ao momento como está a correr esta experiência?

Até ao momento a experiência está a ser boa, incrível mesmo, pois, estou a jogar ao lado e contra jogadores que antes via na televisão e que comentava com amigos que gostava de um dia jogar com ou contra eles, o que agora é uma realidade. Comecei a ver o basquetebol português, o Benfica e comecei a acompanhar alguns jogadores como Seth Doliboa, Carlos Andrade e Betinho Gomes. O Carlos e o Betinho são os jogadores que eu admiro mais do basket português. E esta experiência está a ser incrível pois agora estou a jogar contra os meus ídolos; passaram de ídolos a rivais.

 

TA – Consegues conciliar a escola e o desporto de nível profissional?

DR – Sim, é fácil consolidar a escola com o nível profissional, pois, apesar de treinarmos 2 ou 3 vezes ao dia, consigo sempre treinar, ir às aulas e estudar.

 

TA – Qual foi o momento mais marcante desta aventura até agora?

DR - Não sei se será apenas um momento, porque os treinos os jogos, as viagens, os convívios com os meus colegas de equipa, treinador são tudo momentos incríveis e que um dia mais tarde vou recordar, por isso, não é só um momento, mas sim vários.

TA – Avizinham-se embates com Benfica e FC Porto – as duas forças maiores do basquetebol nacional – Como é a ansiedade?

DR - Sim, provavelmente são os dois jogos mais complicados que vamos ter na liga. Mas não estou ansioso ou preocupado com esses dois jogos, porque a este nível temos que encarar um treino de cada vez um jogo de cada vez pois aqui não há uma equipa fraca esta tudo ao mesmo nível, e falhar um lançamento, um passe ou perder uma bola pode decidir um jogo importante. Mas nenhum jogo é para ser encarado com medo pois estão 5 jogadores de cada lado e uma bola.

 

TA – Quem é o teu ídolo no mundo do basquetebol?

DR - No mundo do basquetebol mundial gosto de muitos jogadores como Luka Doncic (Real Madrid) Sérgiu Lull (Real Madrid) Betinho Gomes (Aquila Trento) Carlos Andrade (Benfica) Lebron James (Cleveland) Blake Griffin ( LA Clippers) Irving (Celtics) Jordan (antigo jogador da NBA) entre muitos muitos outros. Eu podia dizer que o meu jogador favorito é o Jordan mas tenho pena de nunca o ter visto jogar só vejo os vídeos por isso é que o meu jogador favorito é o Lebron James é um jogador que adoro ver jogar e jogo na atualidade.

 

TA - Quais são os teus sonhos a nível profissional?

DR - Os meus sonhos a nível profissional é conseguir jogar num clube da Europa como por exemplo o Real Madrid, Bamber, Valência, Mónaco, CSKA, qualquer um grande clube europeu que dispute a Euroleague. E se gostava de jogar na NBA? Sim gostava mas todos nós sabemos as nossas capacidades e a NBA é um mundo à parte se todo o resto do basket do mundo, mas não deixa de ser uma hipótese.

 

TA – E Quais são os teus objectivos para a presente época?

DR - Os meus objetivos para a presente época são evoluir ao máximo com os meus companheiros de equipa conseguir um bom lugar na liga e nas taças e em objetivos pessoais queria entrar nas convocatórias dos estágios da seleção nacional de sub-18 e lutar para ir ao europeu.

 

 

2 Comments

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Fábio Teles Fer... (não verificado)    2 anos 5 meses
Comentário: 
O nome da cidade de Ponte de Sor é esse mesmo "Ponte de Sor", e não Ponte Sôr, para além de conter um "de", não leva acento circunflexo desde o acordo ortográfico de 1945, logo, à 72 anos. Certamente que de futuro terão mais atenção. Atentamente. Fábio Teles Fernandes
Fábio Teles Fer... (não verificado)    2 anos 5 meses
Comentário: 
Novo erro, este, grave, por se tratar de um nome, não se aplica o acordo ortográfico vigente, Eléctrico, será sempre Eléctrico, e não Elétrico. Atenção meus senhores.