22 Maio 2020      06:37

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O desconfinamento chegou à política

O termo “desconfinamento”  entrou no léxico dos Portugueses, em maior força que o próprio “Covid19”. Enquanto a sociedade civil vai recebendo em tranches, qual resgate financeiro ao Novo Banco, o que reabre e como reabre, no olímpo Português, a Assembleia da República, o desconfinamento da atividade política teve um ritmo bastante mais acelerado.

Tudo começou no 1ºo de Maio, e continuou com as costas voltadas entre António Costa e o ex Ronaldo das finanças, Mário Centeno.

O 1º de Maio pouca história teria não fosse o erro da Ministra da Saúde, ao afirmar que a Igreja poderia celebrar o 13 de Maio,  caso apresentasse um conjunto de medidas que satisfizesse a DGS. A verdade é , a Igreja sabe que contrariamente à CGTP, ou se preferirmos ao PCP, os seus fiéis não são tão disciplinados e respeitadores como os “fiéis” sindicais, por isso, a Igreja tirou um peso a Marta Temido ao manter a não celebração do dia. A manifestação realizou-se, novamente demonstrando fraturas entre a esquerda portuguesa, com uma fração a defender um 1º de Maio online, talvez virado apenas para o setor dos serviços, e outra fação a apelar à ação de rua, talvez como que acenando com a sua última força, a sindicância de rua. Tudo isto, apenas trouxe a divisão entre trabalhadores, que com toda a austeridade que lhes é já imposta precisam e precisarão de sindicatos fortes.

Por índices de popularidade nuncas antes visto, navega António Costa. Um não assunto, o pagamento ao Novo Banco, já aprovado em conselho de ministros, veio demonstrar a falta de comunicação entre António Costa e Mário Centeno. A questão foi levantada pelo Bloco de Esquerda, e o PM afirmou que apenas depois de uma auditoria às contas, o empréstimo de mais de 800 Milhões seria aprovado, no entanto, esse apenas depois, fez com que António Costa poucos dias depois tivesse que pedir desculpas e assumir o erro. O dinheiro já havia chegado ao Novo Banco, pelas mãos do ministro das finanças. António Costa, não saberia já da inevitabilidade dessa questão? Claro que sim... Que Mário Centeno já conta os dias para a saída do ministério já sabemos, o que fica por contar é o destino, e quem ocupará o seu cargo. Poderá o ministro da economia incorporar também a pasta das finanças? Quererá António Costa alguém mais flexível à disponibilização de mais verbas para os apoios aos portugueses?

Pelo meio disto, tivemos o espirito revolucionário das nacionalizações. Falo da TAP e silenciosamente do Novo Banco. Pedro Nuno Santos, ministro das infraestruturas, e possível futuro secretário geral do PS, afirmou que, se os Portugueses financiam a TAP, então os Portugueses terão de passar a mandar na TAP.  Até aqui tudo bem, uma companhia de bandeira na esfera pública, sempre pronta ao repatriamento da diáspora portuguesa e pela procura de novos mercados para o turismo português. A questão desta utopia, é saber se o setor público tem gestores de nível que possa alocar na TAP, e se os portugueses estariam disponíveis para tal disponibilização de fundos para a aquisição da TAP.

Não há mesmo festa como esta!

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Alexandre Carvalho tem 24 anos e é natural do Porto. Licenciado em Comunicação Empresarial pelo ISCAP, ligado ao ramo do design de interiores e da vertente digital. Interessado pelo panorama da política nacional conta vir viver para o Alentejo, porque se enamorou por uma alentejana

alexandremiguel.c95@outlook.com 

 

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