10 Fevereiro 2026      13:34

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Novos comboios para o Alentejo chegam em 2027

O Governo reconheceu que o serviço Intercidades (IC) entre Lisboa e Évora está condicionado pela “reduzida disponibilidade de carruagens”, antecipando apenas em 2027 uma “melhor capacidade de resposta” com a entrada em circulação de novos comboios.

Segundo a agência Lusa, a explicação consta da resposta do Ministério das Infraestruturas e Habitação a uma pergunta do deputado socialista Luís Dias, na qual a tutela afirma que “a CP não dispõe atualmente de capacidade para reforçar de forma estrutural as composições” na Linha do Alentejo, realizando apenas reforços pontuais em períodos de maior procura, como “segundas e sextas‑feiras”.

De acordo com o gabinete do ministro Miguel Pinto Luz, a operação está limitada por “indisponibilidades acumuladas” e pela necessidade de garantir oferta noutros eixos. Ainda assim, os dados revelam um aumento significativo da procura: a média mensal de passageiros nos serviços IC e Regional passou de 39.000 em 2023 para 44.300 em 2024 e 55.600 entre janeiro e novembro de 2025, refletindo, segundo a tutela, o impacto do Passe Ferroviário Verde.

Recorde-se que a questão foi levantada em janeiro por Luís Dias, que alertou para a falta de carruagens de 2.ª classe e para as dificuldades dos utilizadores em marcar viagens, chegando a ser obrigados a comprar bilhetes simples apesar de possuírem passe.

Na resposta, o Ministério adiantou que os novos comboios destinados à Linha do Alentejo serão as 22 automotoras Stadler adquiridas pela CP em 2020. A primeira unidade bimodo já se encontra no país para homologação, enquanto as restantes serão entregues de forma faseada ao longo de 2026 e 2027. Estas composições deverão servir também as Linhas do Oeste e de Tomar.

A tutela sublinha que as unidades bimodo são “particularmente adequadas” ao Alentejo, dado que o troço Casa Branca–Beja permanece sem eletrificação. Paralelamente, a CP está a avaliar a integração de mais carruagens Arco nos serviços IC, estando prevista a conclusão da modernização de mais três unidades até ao final do primeiro trimestre deste ano.

Com a chegada do novo material circulante, o Governo estima que, em 2027, seja possível “melhorar a capacidade de resposta da oferta no Alentejo”.

 

Fotografia de publico.pt