11 Fevereiro 2026      09:22

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Mau tempo: Turismo do Alentejo pede apoios “a fundo perdido”

José Manuel Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo

O mau tempo provocou estragos em várias estruturas e unidades turísticas do Alentejo e Ribatejo, situação que leva o presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) a exigir ao Governo medidas de apoio “a fundo perdido” para o setor.

Em declarações ao Correio Alentejo, José Manuel Santos, presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo, disse que “o que se exige são respostas rápidas e que não se compadecem com linhas de crédito”.

Segundo o responsável, no concelho de Alcácer do Sal o mau tempo “afetou praticamente toda a restauração”, além de “alguns alojamentos locais, inclusive um hotel, ainda que não estivesse a funcionar”.

Há ainda “relatos de danos a infraestruturas turísticas privadas noutros concelhos da nossa área de intervenção, nomeadamente Coruche, Salvaterra de Magos e Gavião, e danos em infraestruturas públicas de apoio ao turismo em Mértola e em Odemira”.

A ERT está, “com o apoio dos municípios”, a realizar um levantamento das unidades turísticas e estruturas de apoio afetadas, para posteriormente quantificar o prejuízo total.

“Não estamos a falar de situações, do ponto de vista do volume, muito significativas, mas estamos a falar de situações que, para cada um dos empresários, são gravíssimas, porque significam a interrupção imediata da sua atividade económica e a dificuldade do pagamento de salários”, alertou José Manuel Santos.

O presidente da entidade avisa ainda que existe o risco de estas infraestruturas “não estarem a funcionar” no curto prazo, o que pode comprometer “a retoma rápida do seu funcionamento”.

Por isso, apela ao Governo “para que haja uma atenção muito específica e muito direcionada para estas situações”. Embora reconheça que “as linhas de crédito que foram abertas pelo Banco de Fomento são importantes”, defende que “para estes projetos e para esta tipologia de empresário são necessárias medidas a fundo perdido, que apoiem a reconstrução destas infraestruturas turísticas”.

Além disso, considera essenciais “apoios que menorizem o impacto que a interrupção do funcionamento das unidades vai ter na tesouraria” das empresas gestoras.

 

Fotografia de facebook.com