6 Março 2017      15:01

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MATERIAIS E TÉCNICAS DE EXECUÇÃO DOS FORAIS MANUELINOS DESVENDADOS EM ÉVORA

As técnicas de execução e os materiais dos Forais de Terena, Alandroal, Évora, Lousã e Marvão têm vindo a ser alvo de estudo num trabalho que está a ser realizado no Laboratório HERCULES, na Universidade de Évora. Dois deles (Forais de Terena e do Alandroal)  foram mesmo alvo de uma palestra recente no Museu de Évora, dada por Catarina Miguel, doutorada em Ciências da Conservação, pela Universidade Nova de Lisboa, licenciada em Engenharia Química, pelo Instituto Superior Técnico, membro integrado do Laboratório HERCULES da Universidade de Évora e professora convidada da Escola Superior de Artes Decorativas.

Este estudo analisa as técnicas de sequência de execução do texto, de produção das iluminuras, e à sequência seguida nas validações de Fernão Pina e do Rei D. Manuel I.

Os forais eram documentos através dos quais a maior parte dos antigos municípios adquiriu existência formal, fosse porque definiam uma nova comunidade ou reconheciam uma já existente. Neles (Forais) ficava definido o território pertencente a determinado município e o seu grau de autonomia.

O Laboratório HERCULES, a funcionar dentro da Universidade de Évora, foi criado em 2009 e é único no país tendo em conta a tecnologia de ponta que utiliza nas suas investigações. Os recursos de que dispõe são tão avançados que é mesmo um dos mais atrativos do seu tipo na Europa, como defende António Candeias, químico e Professor Auxiliar do Departamento de Química da Universidade de Évora, que dirige este laboratório.

Imagem de capa - detalhe do Foral concedido à cidade de Évora, pelo Rei D. Manuel, em 1 de Setembro de 1501.

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