26 Novembro 2017      11:32

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LABORATÓRIO HERCULES IDENTIFICA MICROINVASORES DO PATRIMÓNIO

As bactérias, algas, fungos e outros microrganismos deterioraram monumentos e obras de arte e muitas vezes não são identificados e/ou detetados por conservadores e restauradores. No entanto, surge agora pela mão do Laboratório HERCULES uma forma rápida, simples e económica, uma nova ferramenta – ainda a ser a desenvolvida – e que permitirá não-especialistas em microbiologia identifiquem os microrganismos que podem estar a deteriorar o património.

O resultado final do MICROTECH-ART “Desenvolvimento de uma ferramenta analítica rápida para deteção de microrganismos que proliferam no património cultural” é um exame que só dura duas horas e meia e não requere a intervenção de especialistas, e que possibilitará a identificação de vários tipos de microrganismos em superfícies do património edificado e outras obras de arte.

A técnica aplicada dá pelo nome de FISH - Hibridação Fluorescente In Situ, uma técnica utilizada sobretudo na área clínica, para detetar diferentes tipos de tumores ou doenças genética – e foi o ponto de partida para este projeto de investigação coordenado por Marina González Pérez, investigadora Post-doc do Laboratório HERCULES, que a otimizaram e adaptaram para a aplicar e identificar os principais agentes responsáveis pela biodeterioração do património cultural: fungos, bactérias e algas.

Um dos grandes ganhos desta técnica de deteção foi a redução de tempo para estabilizar as células em análise – demorava cerca de 16 horas – conseguindo resultados numa hora e até 3 minutos em alguns casos, através de uma combinação de técnicas e na qual participou também um grupo de biodegradação e biotecnologia do Laboratório HERCULES liderado por Ana Teresa Caldeira, doutorada em Química/Bioquímica pela Universidade de Évora.

 

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