30 Janeiro 2026      11:31

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José Luís Peixoto vence Prémio Vergílio Ferreira 2026

O escritor José Luís Peixoto foi o vencedor do Prémio Vergílio Ferreira 2026, distinção atribuída pela Universidade de Évora ao conjunto da obra literária de autores de língua portuguesa.

Segundo a universidade, a decisão, tomada por unanimidade pelo júri, foi anunciada esta quarta‑feira, data em que se assinalaram 110 anos sobre o nascimento de Vergílio Ferreira.

De acordo com a mesma fonte, natural de Galveias, no Alentejo, e traduzido em mais de 30 línguas, José Luís Peixoto é uma das vozes mais reconhecidas da literatura contemporânea portuguesa.

O júri, presidido por Antonio Sáez Delgado, justificou a escolha “pela força criativa da sua ficção, que parte da experiência vital no Alentejo e chega ao mundo inteiro, com uma escrita rica em densidade emocional que aborda temas como identidade, memória, ruralidade e diáspora”.

Entre as obras destacadas no seu percurso literário estão “Morreste‑me”, publicada há 25 anos, “Galveias” (2014), centrada na sua terra natal, “Almoço de Domingo” (2021) e o mais recente romance, “A Montanha”, lançado em outubro de 2025.

Peixoto soma já vários prémios nacionais e internacionais. Em 2001 recebeu o Prémio Literário José Saramago com “Nenhum Olhar”. Seguiram‑se distinções como o Prémio Cálamo Otra Mirada, em Espanha, pelo romance “Cemitério de Pianos”, o prémio Libro d’Europa, em Itália, atribuído a “Livro”, e dois galardões para “Galveias”: o Prémio Oceanos, no Brasil, e o Prémio da Melhor Tradução, no Japão.

O júri da edição de 2026 integra ainda Cristina Robalo Cordeiro, Giorgio de Marchis, Carla Isabel Ferreira de Castro e o crítico literário Frederico Pedreira.

A cerimónia de entrega do prémio, habitualmente realizada a 1 de março – data da morte de Vergílio Ferreira – terá lugar este ano a 2 de março, uma segunda‑feira.

Criado em 1997, o Prémio Vergílio Ferreira já distinguiu nomes como Maria Velho da Costa, Mia Couto, Eduardo Lourenço, Agustina Bessa‑Luís, Lídia Jorge, Gonçalo M. Tavares, Ondjaki e, mais recentemente, Djaimilia Pereira de Almeida.

 

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