deixem-me vê-lo também. que ele penetre cada parte do meu corpo cansado e que faça sair o suspiro que está perdido entre pensamentos; apesar de haver dois que pintam o meu pulso esquerdo. não aquecem. não me comove. não me chega onde é suposto chegar.
sinto-me tão fria quanto uma noite de janeiro onde a geada faz desenhos no ar. não me consigo iluminar, os meus olhos não o sentem e estão perfeitamente abertos. não consigo abraçá-lo. não consigo toca-lo nem sentir.
que caos.
falam a cantar sobre alumbrar. falam a cantar sobre abrigo. falam a cantar e eu só consigo enxergar o céu preto; os meus pelos arrepiados devido à temperatura gélida que me preenche concordam. que cobiça.
como o sol precisa da lua; eu preciso de amparo. de um aconchego casa e de uma voz familiar.
a segurança faz-me tremer e chorar por mais. é aliciante e todas as partes de mim imploram para ficar. afinal de contas, (eu é que) insisto pela iluminação. enfeitiçada pela maturidade e ideias consistentes permaneço à espera do sol.