12 Outubro 2018      15:27

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Governo admite rever passagem da ferrovia em Évora

Parece estar para durar o problema levantado com a passagem da ligação ferroviária Sines-Caia por Évora.

O debate dura há pelo menos três anos e teve um novo desenvolvimento recentemente. O Estudo de Impacte Ambiental considera uma das hipóteses colocadas em discussão como a melhor, a chamada solução 2, mas essa opção tem pelo menos a oposição da Câmara (CDU) e do PSD, que chegaram a propor uma quarta solução, mais afastada da cidade, mas que já foi considerada "inviável".

O objetivo do estudo foi o de analisar as implicações ambientais (impactes) do projeto e identificar o corredor alternativo ambientalmente mais favorável à implantação futura do projeto, entre as 3 possibilidades em análise. 

Este estudo conclui que o Corredor mais favorável para prosseguimento dos estudos, em fase de Projeto de Execução, "corresponde à Solução 2 que permite um maior equilíbrio e integração no território, minimizando os principais impactes sobre a afetação do solo urbano e suas dinâmicas (mais afetados pela Solução 1) e evitando igualmente impactes mais expressivos sobre o meio rural - natural e agrícola - da envolvente (mais afetados pela Solução 3)", como se pode ler nas conclusões do estudo.

O Corredor 2 segundo o estudo "apresenta a vantagem de se afastar completamente do perímetro urbano de Évora e, desta forma, da zona com maior ocupação habitacional, aproveitando o espaço canal do Ramal de Reguengos nos primeiros 2800m, seguindo posteriormente, num pequeno troço, junto ao IP2, continuando para norte até ligar à linha existente".

Ora parece ser precisamente a solução 2 que está a levantar uma onda de indignação num dos bairros periféricos da cidade e que a opção, a ser tomada, vai "cortar" ao meio. Carlos Pinto de Sá, presidente da autarquia informou esta semana a Câmara, das conversas que tem tido com o Secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme d’Oliveira Martins, acerca da construção da linha ferroviária, tendo este explicado "que o processo está a ser estudado e trabalhado pela empresa Infraestruturas de Portugal no que concerne às questões ligadas ao contrato de execução, fase que se prevê ir até Agosto de 2019" e "reiterou que a Agência Portuguesa do Ambiente apontou a solução 2 no Estudo de Impacto ambiental, devendo esta vir a ser aprovada".

Ora a solução 2 tem merecido a resistência do autarca eborense, o qual tem vindo a chamar a atenção para a necessidade de ter em conta também a solução 3, "menos danosa para a cidade e para as populações". E segundo Carlos Pinto de Sá, o Secretário de Estado terá admitido reavaliar a situação.

 

 

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