A presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal e da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL), Clarisse Campos, destacou, na passada terça-feira, a urgência de monitorizar a qualidade e a quantidade da água subterrânea na região, alertando para o risco de escassez futura caso não sejam criados mecanismos eficazes de controlo dos consumos.
Em comunicado, a autarquia de Alcácer do Sal explica que a presidente participou na mesa‑redonda regional sobre questões ambientais, integrada na apresentação da Estratégia de Eficiência Coletiva PROVERE – Guardiões do Alentejo, que decorreu no auditório da CCDR Alentejo.
No encontro estiveram também presentes os presidentes e representantes das restantes comunidades intermunicipais da região.
Durante a sua intervenção, Clarisse Campos sublinhou os desafios ambientais que marcam os cinco concelhos do Alentejo Litoral, uma área caracterizada por forte diversidade territorial: uma extensa faixa costeira sujeita à pressão turística e ao avanço do mar devido às alterações climáticas, e um interior onde se registam temperaturas estivais extremas.
A presidente da CIMAL colocou, contudo, o foco na sobre‑exploração dos recursos hídricos subterrâneos, um problema que considera transversal a todo o território.
Segundo afirmou, a ausência de medidas de controlo poderá comprometer, a médio prazo, o abastecimento de água para consumo humano.
Outro tema destacado foi a gestão de resíduos. Clarisse Campos alertou para os elevados níveis de deposição em aterro na região e defendeu a necessidade de políticas comuns que incentivem a separação e a reciclagem, tornando claro para os cidadãos que “reciclar compensa”.
A sessão, dedicada à valorização do ecossistema ambiental enquanto recurso estratégico, promoveu a reflexão sobre modelos colaborativos de ação climática e reforçou a importância da cooperação intermunicipal no combate aos desafios ambientais do Alentejo.