20 Setembro 2020      11:17

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Em Santiago do Cacém há uma inovadora Mala Voadora

Na passada semana, a Ministra da Cultura, Graça Fonseca, foi a Santiago do Cacém onde, juntamente com o Presidente da Câmara Municipal, Álvaro Beijinha, o vereador da Cultura, Jaime Cáceres, a Diretora Regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, e a Entidade Regional de Turismo, representada por João Ferreira, tendo assistido à apresentação do projeto “Mala Voadora”.

Esta estrutura artística vai desenvolver-se na Barragem de Campilhas e está orçada em cerca de quatro milhões de euros.

A criação está a cargo da DAM Business, a mesma empresa que fará a gestão do espaço, um misto de alojamento turístico e centro de residências artísticas.

Deste complexo – que se prevê inaugurar em 2021 - fazem parte sete edifícios e que incluem salas polivalentes, um grande auditório e estúdio de gravação de som. A capacidade de alojamento total é 53 hóspedes, entre turistas, artistas e criadores.

A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, revelou que esta é “uma ideia muito original que a Mala Voadora está a desenvolver nesta herdade ao incorporar o turismo rural com a residência artística, com a programação e a criação, com o objetivo de atrai artistas nacionais e internacionais. É um projeto com um potencial muito interessante não só para a região, mas, também, para o país porque estão a criar algo novo.”

Para Álvaro Beijinha, presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, este é um projeto “diferenciador, porque embora seja de caráter turístico as suas características marcam a diferença relativamente ao resto. Irá colocar Santiago do Cacém no mapa artístico, porque, como foi referido durante a presentação da iniciativa, exemplos de complexos com esta natureza a nível nacional não existem. Tendo em conta os contactos que a Mala Voadora tem, inclusive a nível internacional, decerto que este espaço vai ser muito procurado pelas companhias de teatro entre outras estruturas ligadas às artes.”

A apresentação decorreu na Sala de Sessões da Câmara Municipal, e, Jorge Andrade, diretor artístico da companhia Mala Voadora, explicou que este será um espaço aberto a “outras estruturas, para que possam usufruir deste complexo, porque não se trata apenas dos turistas, mas de oferecer condições únicas, como as de um grande auditório, para determinados projetos.”

Avançou ainda que “não nos vamos cingir às nossas produções” e “vamos firmar com a Autarquia um protocolo que vai permitir desenvolver novos projetos, assim como criar uma ligação com a população do Concelho. Nesse sentido, antes da pandemia, estávamos a desenvolver programas de rádio dirigidos às escolas rurais em parceria com uma rádio local e envolvendo as crianças, que irá culminar num espetáculo.”

O diretor artístico e arquiteto do projeto, José Capela, diretor artístico, sublinhou que este foi concebido tendo como base as questões da sustentabilidade e preservação da paisagem. “Respeitando o local, a construção é planeada e norteada por preocupações ecológicas e será feita usando técnicas e materiais tradicionais, funcionará com o recurso a energias renováveis e tratamento de resíduos.”

A comitiva realizou ainda uma visita ao local onde será desenvolvido o projeto.

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