19 Setembro 2020      10:00

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Covid-19: Qual o comportamento esperado da Economia?

´´O impacto da pandemia do novo coronavírus sobre a economia provocará este ano uma queda da atividade de 4,5%, estimativa que revê em alta os cálculos anteriores da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que não esconde que a recuperação será lenta e incerta. No relatório, com perspetivas intermédias, a organização melhora em 1,5 pontos percentuais a sua estimativa avançada em julho, embora sinalize que o PIB mundial crescerá 5% em 2021, duas décimas menos do que o estimado há dois meses. ´´ Jornal i

Apesar de muitas desconfianças dos agentes económicos sobre o futuro, acredito que isto vai mesmo acontecer. Ou seja, acredito que a economia vai começar a recuperar aos poucos. As empresas e as pessoas vão pressionar os governos a evitar novos confinamentos. Aliás, bastou ouvir com um bocadinho de atenção o Primeiro-ministro, António Costa, para perceber que o Governo já percebeu que vai ser mesmo assim: "Agora, não vamos poder voltar a parar o país, como aconteceu em março. Agora, o controlo da pandemia depende da responsabilidade pessoal de cada um de nós".

Já todos percebemos que para travar a Pandemia, não significa travar a economia. É contraditório e perigoso! As empresas e as famílias querem alguma normalidade. Certo, é preciso cumprir regras, é preciso cumprir o distanciamento social, é preciso muita responsabilidade individual e coletiva. Sem dúvida! Mas é fundamental não matar a atividade económica! De outra forma, corremos o risco de ter uma crise irreparável.

É fundamental proteger fortemente os mais frágeis. É decisivo o nosso foco estar centrado nos grupos de risco. Para isso, necessitamos de um sistema nacional de saúde capaz de dar uma reposta imediata, sobretudo, das situações mais graves. É decisivo um olhar atento e muita proteção nos Lares de 3ª Idade, é fundamental haver foco onde existem dificuldades e não onde o COVID pode não ser grave.

Acredito sinceramente que deveríamos estar concentrados em ter testes baratos, rápidos e descartáveis. Sair de casa e saber que se está bem, pode ser decisivo para ajudar a travar este problema. Fazer um teste e ter um resultado rápido permite viajar, permite trabalhar, ou mesmo, permite estar (ou não) com a família, sem riscos. Custa-me perceber porque não existe uma forte aposta na disponibilização de testes baratos e de resultados rápidos. Talvez seja muito difícil! Como acredito no impossível, custa-me perceber o improvável!

Apesar de acreditar nestas mudanças, sou daqueles que respeita fortemente as decisões inicialmente tomadas pelo Governo. Na incerteza, no desconhecimento e no potencial risco que existia, parece-me que as medidas de confinamento foram acertadas. Talvez demasiado pesadas e duradouras, mas ainda assim, tinha mesmo que ser.

Bastava estar minimamente atento sobe o que se passava em Itália e em Espanha, para aceitar com toda a naturalidade e responsabilidade, as decisões tomadas pelo Governo.

Mas já tivemos tempo para aprender com a lição. Agora, temos a obrigação de estar muito mais preparados para as dificuldades que possam acontecer.

Por isso, acredito que podemos travar esta pandemia sem matar a economia. É fundamental haver muito bom senso, mas, sobretudo, a aplicação de medidas muito acertadas.

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