O EuRoC – European Rocketry Challenge vai regressar, entre 9 e 16 de outubro, a Constância, no distrito de Santarém, com o número recorde de 28 equipas universitárias selecionadas de 16 países.
Segundo o portal Médio Tejo, a competição, organizada pela Agência Espacial Portuguesa, recebeu 56 candidaturas de 19 países, o maior número alguma vez registado nas seis edições da competição.
O evento internacional que reúne estudantes de engenharia aeroespacial de várias universidades europeias vai ter como base de planeamento e montagem dos equipamentos (paddok) o pavilhão municipal. Para a vertente operacional, os lançamentos dos foguetes decorrerão no Campo Militar de Santa Margarida, a propósito da parceria estabelecida com o Exército.
Assim, ao longo de uma semana, mais de 600 jovens de diferentes países vão participar nesta competição, que desafia equipas a projetar, construir e lançar foguetes experimentais.
Em comunicado, a Agência Espacial Portuguesa (AEP) indica que a 6.ª edição do EuRoC “volta a confirmar o crescimento e consolidação da competição como o principal ponto de encontro da engenharia aeroespacial universitária” europeia.
Segundo a mesma fonte, o número recorde candidaturas “evidencia a relevância crescente do evento enquanto plataforma de teste”, mas é sobretudo a qualidade técnica das propostas que justifica a seleção de 28 equipas, um número inédito nas seis edições.
Também sem precedentes é o número de equipas portuguesas selecionadas, com três equipas a passarem à fase final — um “feito notável que sublinha o momento de afirmação do sector académico nacional dedicado à engenharia de foguetes”.
As três representantes nacionais foram escolhidas entre sete candidaturas submetidas por Portugal, refletindo o dinamismo crescente do ecossistema universitário português no domínio espacial.
“Este resultado mostra que há talento, motivação e capacidade técnica nas nossas universidades para competir ao mais alto nível europeu”, sublinha Marta Gonçalves, gestora de projetos de Educação da Agência Espacial Portuguesa e gestora do EuRoC.
“É também um sinal de que o trabalho de base que temos feito na divulgação e valorização desta componente do setor espacial junto dos estudantes e das universidades está a dar frutos”, acrescenta a responsável.
A avaliação das candidaturas confirma a evolução na maturidade técnica e ambição das equipas, com destaque para os 24 projetos com motores SRAD (Student Researched and Developed), dos quais 10 são híbridos e 11 líquidos — o número mais elevado de sempre.
Também o perfil das missões revela maior exigência, com 10 equipas a optar pelo objetivo dos 9.000 metros de altitude, o mais desafiante em termos de engenharia e integração de sistemas.
“O crescimento técnico que observamos de ano para ano é notável, sobretudo na forma como as equipas estão a assumir o desenvolvimento integral dos seus sistemas de propulsão”, afirma Pedro Coimbra, gestor de projetos de Educação da Agência Espacial Portuguesa.
“É essa capacidade de inovar com segurança que faz do EuRoC um campo de provas único no panorama europeu”, referiu.
Entre as equipas selecionadas, há cinco estreias, com destaque para a primeira equipa oriunda de Malta, que se junta a um conjunto cada vez mais internacional de participantes. Regressam também alguns dos nomes mais emblemáticos da competição, como a EPFL Rocket Team e a ARIS (Suíça), a Faraday (Espanha), a ASAT (Grécia), a DanStar (Dinamarca) e a DARE (Países Baixos), que voltam ao EuRoC com novas propostas.
No total, 16 países estarão representados, com Alemanha, Portugal e Reino Unido a liderarem em número de equipas selecionadas.
“A diversidade de países, de abordagens técnicas e de equipas estreantes mostra que o EuRoC está a atrair o melhor da nova geração de engenheiros aeroespaciais europeus”, refere Inês d’Ávila, gestora de programas de Transporte e Segurança Espacial da Agência.
Fotografia de euroc.pt