5 Novembro 2016      08:31

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DELTA É O CAFÉ OFICIAL WEB SUMMIT

Com a Web Summit – um evento de topo mundial no que toca à tecnologia e inovação onde se esperam cerca de 50 mil pessoas de todo o planeta – quase a iniciar, terá lugar de 7 a 10 de novembro, é hora de referir que o Alentejo também lá vai estar.

A Delta – café oficial do evento - vai marcar a sua presença também com a estreia do robot Qoffee Qar, - surge de uma parceria com a startup portuguesa Follow Inspiration – um robot autodirigido e que vai marcar uma nova forma de beber café.

Para celebrar este evento, a Delta criou ainda novas máquinas Delta Q com painéis translúcidos e tecnologia led de modo a os utilizadores e visitantes possam visualizar a sua estrutura e funcionamento internos.

Mas a Delta proporcionará ainda outras bebidas à base de café que serão preparadas pelos especialistas da Academia Barista Delta.

Também presente no Web  Summit estará Gonçalo Fortes e a Prodsmart, uma start-up criou um software de gestão de produção e que com ele venceu o Startup Challenge, da Microsoft Portugal e da Embaixada dos EUA, o que lhe permitiu não só poder marcar presença no Web Summit, como estar um ano no acelerador Canopy City em Boston.

Gonçalo Fortes, de 34 anos e natural de Évora, é Licenciado em Engenharia Informática no Instituto Superior Técnico e foi um dos três finalistas do Prémio Nação Inovadora e foi também distinguido no Startup Lisboa Boost by Caixa Capital, além de ter vencido o Caixa Empreender Award.

Há precisamente um ano, o TRIBUNA ALENTEJO esteve à conversa com este alentejano inventor e relembra aqui partes dessa conversa:

TRIBUNA ALENTEJO (TA) – Como surgiu o gosto, a aptidão por esta área da eletromecânica? Foi uma revelação ou foi surgindo com o tempo?

Gonçalo Fortes (GF) - Sendo filho de industriais, acabei por crescer nesta área. Durante a adolescência, ajudei na empresa do meu pai como moço de recados. Posteriormente, já a estudar Engenharia Informática, fui desenvolvendo aplicações que ajudaram a melhorar a empresa. Fiz também a implementação do Sistema de Gestão da Qualidade. De alguma forma, estive sempre ligado a esta área da manufactura e aos Sistemas de Informação, o que acabou por se consolidar no actual projecto Prodsmart.

 

TA – Recorda-se do seu primeiro projeto?

GF - Se por primeiro projecto estivermos a falar de projecto profissional, então terá sido o desenvolvimento do Portal de Gestão do Departamento de Matemática da Universidade Nova de Lisboa. No entanto, já desenvolvia sistemas de Algorithmic Trading como projectos pessoais antes da existência da empresa, isto sem contar que queria inventar uma bicicleta voadora e uma cana de pesca automática quando era criança.

 

TA – E após terminar a sua licenciatura, já sabia o que queria, já tinha projetos para criar a sua empresa ou foi algo que surgiu depois?

GF -A empresa surgiu ainda durante a licenciatura, pelo que não houve grande alteração.

 

TA – E este seu projeto ex-libris da Prodsmart, como surgiu?

GF -A Prodsmart surge naturalmente como uma evolução da minha primeira empresa, a Crazydog, sustentada numa ambição de crescimento. A Crazydog era uma software house pura, uma empresa de serviços. Numa procura de criar uma abordagem mais sustentada e escalável, sustentada num produto, acabou por ser natural procurar um problema sobre o qual eu tivesse muito conhecimento e domínio. Isto acabou por ditar a estratégia que viria a estar na origem da Prodsmart.

 

TA – Qual será o próximo passo da Prodsmart? É segredo ou pode revelar?

GF -Estamos em modo de crescimento, pelo que os nossos próximos passos passam por reforçar as vendas e a nossa posição no mercado português, bem como dar o salto para o Reino Unido e a Alemanha.

 

TA – E o Gonçalo, que outros projetos/planos tem para o futuro? Alguma invenção na calha?

GF -Costumo dizer que um dos elementos essenciais para o sucesso é foco. Neste momento, o meu único projecto de vida é a Prodsmart. Temos uma ambição global, pelo que vai ser necessária muita dedicação para o conseguirmos.

 

TA – E como vê a tecnologia e o desenvolvimento cientifico em Portugal e, em especial, no Alentejo?

GF -Acho que há muita capacidade e talento técnicos em Portugal, algo que estamos a “exportar” muito. “Exportar” entre aspas, porque não me refiro à saída de pessoas, mas sim ao facto de ser uma proposta de valor exportada através de produtos feitos cá, que actuam no mundo inteiro. Penso que o ponto fraco da tecnologia em Portugal não é a capacidade técnica, mas a capacidade de a comercializar. Quanto ao desenvolvimento científico, acho que devia haver uma ligação muito mais forte e realista entre as universidades e as empresas. Há um desligamento muito grande entre o que é a tecnologia no mundo académico e a sua “produtização” no mundo real.

 

Imagem de capa de netleadsgroup.com

Imagem de Qoffee Qar de radioelvas.com

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