15 Dezembro 2025      10:02

Está aqui

Beja: Museu Rainha D. Leonor reabre em 2026

O Museu Rainha D. Leonor, em Beja, vai reabrir em 2026, após obras de requalificação, pagas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

De acordo com dados divulgados pela Museus e Monumentos de Portugal (MMP) em novembro, citados pela agência Lusa, nove museus estavam fechados para obras, além da Torre de Belém, o que representa um nível de encerramentos em série sem precedentes na rede nacional.

Neste sentido, o próximo ano vai ser marcado pela esperada finalização de um dos mais abrangentes ciclos de requalificação do património museológico português no âmbito das obras do PRR, cuja conclusão se prevê até meados de 2026.

Estes encerramentos, que estão a condicionar fortemente as visitas a museus da rede da MMP, sobretudo na capital, envolvem, nomeadamente, o Museu Nacional de Arqueologia (encerrado desde 2022), o Museu Nacional do Traje (encerrado desde junho 2024), o Museu Nacional de Arte Antiga (desde 29 de setembro de 2025), o Museu Nacional do Azulejo e o Museu Nacional do Teatro e da Dança, encerrados desde 1 de novembro.

O Picadeiro Real é outro espaço expositivo em Lisboa encerrado para obras desde 29 de setembro, mas mantém-se a funcionar o Museu Nacional dos Coches, ao qual está ligado, enquanto a Torre de Belém, também na capital, está encerrada desde abril.

Fora de Lisboa, estão também em obras que se prolongam para 2026 o Museu de Lamego (encerrado desde maio de 2025) e o Museu Rainha D. Leonor, em Beja (encerrado desde 2023).

O Museu Nacional de Arqueologia, fundado em 1893 e instalado no Mosteiro dos Jerónimos desde 1903, dos primeiros a encerrar, é um dos casos mais emblemáticos devido às obras de grande dimensão destinadas a duplicar a área expositiva.

Em paralelo, outros equipamentos avançam no próximo ano para fases cruciais de renovação, todos com projetos estruturantes ao nível das infraestruturas, conservação de coleções e melhoria das condições de acessibilidade, segundo o portal Mais Transparência.

Entre os mais importantes espaços expositivos nacionais está também o Museu Nacional de Arte Antiga, cujas obras deverão abranger as coberturas, fachadas e a Capela das Albertas, com o objetivo de assegurar a preservação de um dos mais valiosos acervos artísticos públicos portugueses.

Um dos pontos altos de 2025 foi a reabertura, a 22 de novembro, do Museu Nacional da Música (encerrado desde outubro de 2023), depois de ter sido transferido para o Palácio Nacional de Mafra, que permitiu dar visibilidade a uma das mais valiosas coleções instrumentais do país, incluindo peças classificadas como “tesouros nacionais”.

Também o Picadeiro Real, integrado no Museu Nacional dos Coches, entrou em obras, tal como a Torre de Belém, com intervenções há muito esperadas pelos sucessivos dirigentes para travar a degradação do monumento.

Segundo a MMP, no conjunto, os projetos partilham o objetivo de garantir condições de conservação adequadas, modernizar infraestruturas técnicas, reforçar circuitos expositivos, responder às exigências contemporâneas de segurança, sustentabilidade e acolhimento.

Quanto aos valores envolvidos, foram alocados quase 20 milhões para Museu Nacional de Arqueologia, 8,5 milhões em Arte Antiga, 5,75 milhões no Museu Nacional da Música, 4,5 milhões no Museu Nacional do Azulejo, 2,7 milhões no Museu Nacional do Teatro e da Dança, entre outros investimentos significativos distribuídos por todo o país.

No total da área da cultura, o PRR afeta mais de 192 milhões de euros à recuperação de 73 museus, monumentos e palácios.

 

Fotografia de crossingportugal.pt