A região do Baixo Alentejo foi escolhida como Cidade Europeia do Vinho 2026, numa decisão anunciada esta sexta-feira, 23 de maio, durante a assembleia geral extraordinária da Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), realizada em Alandroal, Évora. A candidatura, que envolve 13 dos 14 municípios do distrito de Beja (exceto Odemira), venceu as propostas concorrentes do Algarve e dos Açores, obtendo 43 votos num total de 73, segundo José Arruda, secretário-geral da AMPV.
Promovido pela Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL) e pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, o projeto abrange Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Barrancos, Beja, Castro Verde, Cuba, Ferreira do Alentejo, Mértola, Moura, Ourique, Serpa e Vidigueira. José Manuel Santos, presidente da Turismo do Alentejo, destacou a “herança milenar do vinho de talha” e a produção vinícola regional, que remonta a mais de dois mil anos, como fatores distintivos da candidatura. O dossiê, entregue em abril, propõe mais de 20 atividades, três com impacto mundial, para promover o vinho, a cultura e o património do Baixo Alentejo a nível internacional.
António Bota, presidente da CIMBAL e da Câmara de Almodôvar, sublinhou a qualidade e variedade dos vinhos regionais, adaptados às tendências atuais de consumo, que privilegiam menor quantidade e maior qualidade. O enoturismo, com cerca de 200 unidades de turismo rural e programas diversificados, foi destacado como um pilar da candidatura, que visa atrair mais visitantes e reforçar a economia local.
O título, atribuído anualmente pela RECEVIN – Rede Europeia das Cidades do Vinho, sucede a distinções anteriores de Reguengos de Monsaraz (2015), Torres Vedras e Alenquer (2018) e Peso da Régua (2023). Em 2026, o Baixo Alentejo implementará um programa diversificado de iniciativas culturais, turísticas e formativas, visando consolidar a sua identidade vitivinícola e projetar a região no panorama europeu.
Fotografia de jornalismodocumental.pt
