14 Agosto 2020      11:19

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Baixo Alentejo apresenta menos explorações agrícolas e mais área plantada

O Baixo Alentejo registou uma redução no número de explorações e um aumento da superfície agrícola utilizada (SAU) entre 1989 e 2009, avança a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, ao Correio Alentejo.

A governante revelou que em 2009 havia menos 3.720 explorações agrícolas na região face a 1989, mais 10,4% de área utilizada, num total de 60.873 hectares. “Em todos os concelhos do Baixo Alentejo, à exceção de Almodôvar (menos 9.243hectares), houve aumento na SAU entre estes dois períodos. Beja, Alvito e Moura contribuíram, no conjunto, com um aumento de 41.500hectares. E a área média das explorações agrícolas cresceu cerca de 24 hectares, passando de 44 em 1989 para 68 em 2009”, confirmou a ministra.

Maria do Céu Antunes disse ainda que “a entrada em funcionamento do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva permitiu aumentar as condições de competitividade deste território [do Baixo Alentejo], designadamente uma atividade agrícola associada a explorações de média e grande dimensão, muito orientada para o mercado, com sistemas de rega modernos que incorporam as atuais preocupações ambientais”.

A responsável sublinhou também que, “no que se refere às alterações na ocupação cultural, no Baixo Alentejo, entre 2009 e 2018, verificou-se uma redução, para menos de metade, na área de trigo e de girassol”. Quanto à cevada e à tremocilha, no mesmo período, a área agrícola aumentou, mas “o aumento mais significativo verificou-se na área de milho, de olival de regadio e de amendoal, também ele de regadio”.

A governante acrescentou ainda que “esta evolução tem contribuído para o crescimento da agricultura no Alentejo, cujo Valor Acrescentado Bruto (VAB) cresceu mais de 25% nos últimos 10 anos”.

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