11 Abril 2019      09:40

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Antigas sacerdotisas voltam às ruas de Beja para celebrar as Maias

A tradição romana da Festa das Maias, com mais de 2 mil anos e que Beja soube recuperar, vai voltar a animar as Portas de Mértola, este ano a 4 maio. Outrora e numa história transmitida de geração em geração, as jovens sacerdotisas vestiam-se de branco para simbolizar a pureza e, geralmente, uma tiara ou coroa e dançavam em volta de um mastro alto, enfeitado para celebrara juventude e o tempo de primavera.

As portas e janelas das casas eram enfeitadas com ramos de giesta amarela ou com coroas de flores, no que pode ser um vestígio do Beltane, uma antiga festividade celta, que celebrava o início do Verão. Era costume as crianças irem de casa em casa a cantar e a pedir. Em alguns lugares elas vestiam-se de maias floridas, isto é, enfeitavam-se com giestas.

Hoje, as sacerdotisas são substituídas pelas crianças, que costumam pedir “um tostãozinho para a Maia que não tem saia”, continuando a trajar de branco e usando as flores silvestres, neste júbilo da fertilidade da terra.

Para os romanos a Maia era a deusa da fertilidade, aquela que projetava toda a força da natureza, a Primavera. Naquela época existiam as festas das Maias, em que as sacerdotisas, todas elas de branco, veneravam a deusa para que as produções viessem em quantidade e qualidade. Os adornos de flores silvestres ao pescoço, na cabeça e nos pulsos, representariam o que de mais colorido havia na natureza. Os vermelhos das papoilas, os azuis dos rosmaninhos e os amarelos bem vivos dos malmequeres alegravam o rosto das gentes e as ruas.

Imagem de capa de cosmopaganismo.wordpress.com

 

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