O caudal do rio Sado estabilizou em Alcácer do Sal após vários dias de cheias, mas a Proteção Civil continua a acompanhar de perto as descargas das barragens, revelou o comandante sub‑regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.
Em declarações à agência Lusa, o responsável afirmou que se mantém a monitorização para “precaver que não volte a acontecer o mesmo”.
“Temos uma estabilização do caudal, apesar das oscilações das marés, mas continuamos a trabalhar com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o município para precavermos qualquer fenómeno meteorológico que venha a ocorrer nos próximos dias”, explicou.
Durante a tarde de segunda-feira, as entidades reuniram‑se em Alcácer do Sal para avaliar “os períodos de descargas das barragens” e garantir que são “conciliados com as marés”. O responsável alertou que “os nossos receios é que exista um fenómeno meteorológico de forte precipitação que, face às terras saturadas e às barragens nas suas cotas máximas, possa fazer convergir estes caudais todos novamente para o rio Sado”.
A Barragem do Monte da Rocha, em Ourique, começou no domingo a descarregar para o Sado, embora, para já, numa quantidade que “não é nada considerável”. É a oitava infraestrutura a fazê‑lo, juntando‑se às de Vale do Gaio, Pego do Altar, Odivelas, Campilhas, Alvito, Fonte Serne e Roxo.
No terreno, prosseguem os trabalhos de limpeza e remoção de lamas e detritos, com apoio das Forças Armadas. Já não há zonas inundadas, embora algumas estradas que antes só eram acessíveis por embarcação estejam agora transitáveis com veículos dos bombeiros. A marginal e a Avenida dos Aviadores deixaram de estar submersas na sexta‑feira, mais de duas semanas após a primeira inundação.
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