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Balanços

O ano de 2025 chega ao fim e, como é inevitável, impõe-se o exercício do balanço, não apenas do que passou, mas também do que o ano vindouro poderá trazer.

A linguagem

A linguagem foi uma verdadeira revolução na história da humanidade. Tal como a invenção da imprensa ou da roda, o desenvolvimento da linguagem, enquanto capacidade de comunicar de forma complexa com outro ser humano, abriu portas para uma compreensão mais profunda do mundo que nos rodeia, permitindo-nos perceber o outro, compreender o que pensa, quem é e o que pretende.

As rosas negras

As efemérides “redondas” são sempre momentos propícios para revisitar e valorizar acontecimentos do passado que moldaram o que somos hoje. Na verdade, as comemorações de uma data dizem quase sempre mais sobre o tempo presente do que sobre o próprio acontecimento histórico que se recorda.

A transparência

Nos últimos tempos, a política tem evoluído no sentido de exigir do sujeito político uma transparência quase absoluta. Espera-se que quem ocupa cargos públicos não tenha falhas, nem contradições, nem momentos de fraqueza. Vivemos numa era de exposição constante, em que a vida privada e a pública se confundem, e onde qualquer deslize, por pequeno que seja, pode ser amplificado e transformado num escândalo. Esta nova realidade muda profundamente o modo como vemos e avaliamos os nossos líderes.

A opressão

A nossa vida é feita de hábitos, de rituais, de pequenos gestos enraizados que raramente paramos para questionar, muito menos para imaginar que um dia alguém nos poderia punir por eles.

Na Ponta da Navalha

Sempre tive interesse em perceber o último momento em que um acontecimento histórico podia ter sido travado ou desviado do rumo que tomou. Gosto de pensar nesses instantes decisivos em que tudo parece estar à ponta da navalha, onde uma escolha, mesmo pequena, poderia ter mudado o destino de milhões. São momentos quase invisíveis, perdidos na rotina do quotidiano, mas que acabam por se transformar em marcos fundamentais.

O infantil

Desde que tive contacto com a obra de Natália Correia, despertou em mim uma curiosidade profunda pela sua escrita e pela sua figura pública e política. Confesso que os livros de Fernando Dacosta foram essenciais para me guiar nesse percurso, oferecendo um retrato íntimo através dos olhos de quem lhe era próximo e a acompanhou numa fase importante da vida.

O bem dos outros

A pandemia da COVID-19 deixou, entre tantas marcas, uma lição clara: por mais que tentemos, não vivemos isolados, imunes ao que se passa ao nosso redor. Não somos ilhas. O bem-estar dos outros, até mesmo de completos desconhecidos, pode ter um impacto direto e brutal na nossa vida. Durante aquele período, as ações alheias determinavam se podíamos sair de casa, até que horas, que comércios estariam abertos e se seria obrigatório usar máscara. De forma inesperada, dependíamos uns dos outros para viver com alguma normalidade.

A Alegria da Resistência

 

Há pessoas a quem voltamos quando os tempos nos parecem mais sombrios. Pessoas que,  sem o saberem, nos servem de azimute num contexto que nunca antes navegámos. E,  embora a coerência na vida seja talvez o desafio mais difícil (afinal, todos estamos  sujeitos à condição humana), o exemplo dessas pessoas torna-se um ponto de orientação  e de esperança. 

Se ainda estão entre nós, a sua presença é, por si só, motivo para reforçar a crença na  decência do mundo. 

O voto que conta

 

No próximo dia 18 de maio o país vai a eleições. Estas eleições vão ter lugar  sensivelmente um ano depois das últimas e três anos depois das anteriores.  

Já muito se falou da causa que levou a estas eleições e ainda mais a quem lhe cai o ónus  da corrida às urnas, na tentativa de enfraquecer o oponente, na conceção de que como o  povo está farto de instabilidade e de votar, valorizará o lado que menos fez para que os  votos fossem novamente contados.  

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