Nos últimos tempos, a política tem evoluído no sentido de exigir do sujeito político uma transparência quase absoluta. Espera-se que quem ocupa cargos públicos não tenha falhas, nem contradições, nem momentos de fraqueza. Vivemos numa era de exposição constante, em que a vida privada e a pública se confundem, e onde qualquer deslize, por pequeno que seja, pode ser amplificado e transformado num escândalo. Esta nova realidade muda profundamente o modo como vemos e avaliamos os nossos líderes.