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Opinião

“Não Matarás” dizem eles

Está na Biblía: “Não Matarás” (Ex 20,13) terá dito Jesus no Sermão da Montanha. Foi com esta escritura que um padre deu o seu sermão numa missa, num qualquer recanto de Portugal, como mostrava uma reportagem num noticiário televisivo de domingo.

Não sei se será esquecimento, ou sarcasmo de mau gosto, que agora as hostes religiosas se insurjam em campanha contra a Eutanásia quando têm sido as religiões (todas) e o professar de fanatismos que, ao longo da História, têm levado a um sem fim de mortes injustificadas e involuntárias.

God Told Me To – parte 2

Moisés levou o povo eleito (a metáfora possível) para a um lugar seguro, Jesus deixou-se morrer. Ambos foram tentativas falhadas do criador. Demasiado humanos – esqueceram as suas alianças mais profundas, criaram empatia com a espécie que os viu crescer e não com a entidade que os fez diferentes, enviados especiais. Separados por demasiado tempo, talvez. Removidos pela raiz. Rebeldia supra-humana, esta, tão distinta e cuja essência sempre tivemos dificuldade em compreender (mais uma vez, a metáfora possível).

Dói

Dói - digo-te. Está a doer - aviso-te. Permaneces com o meu coração nas tuas mãos. Apertas com força. Pára, nada. Mas tu não te importas minimamente com isso. Continuas com as mesmas ações; aquelas que são inexistentes. Sei que odeias correr riscos; não poderás abrir uma exceção? Não gostas de caos, organizas tudo. Qual é o meu lugar? Nada fazes. Nada dizes. Tampouco praticas.

Eu não sou capaz de te mentir; tu és? Serias capaz de admitir todas as palavras que tens engolido? Oxalá não sufoques. Como saberei, então?

Quando o sol foi posto ao centro

“Portanto, concluo que o nosso modo de chegar ao conhecimento, como chegamos lá e o número de coisas que conhecemos, é infinitamente superado pelo conhecimento divino; mas não por esse motivo o desvaloriza o suficiente para considerá-lo absolutamente nada; de facto, quando considero quantas coisas maravilhosas os Homens estudaram e operaram, reconheço e compreendo claramente que a mente humana é a obra de Deus e a mais excelente.“ —  Galileu Galilei

 

Esta é a última letra do alfabeto. Terminam-se hoje aqui vinte e muitas semanas, cada uma com uma letra diferente, cada uma com pessoas, lugares, situações tão diversas como os lugares onde foram escritas.

Com 4800 euros, para onde ias?

Surgiu uma proposta por parte do Governo para que se “oferecesse” até 4800€ a quem quisesse habitar e trabalhar no interior do país. Ora, perdoem-me se estou errada, mas não será isto mostrar ainda mais a desvalorização que se faz sentir diariamente no interior do país por quem aqui habita?

Não será isto demonstrar que as desigualdades são reais e que o próprio Governo, ciente disso, as acentua ainda mais? Questiono-me se o valor de 4800€ será suficiente para tornar esta área do país atrativa? Será que é este valor que vai trazer vida a esta zona? Será?

God Told Me To – parte 1

God Told Me To (1976), de Larry Cohen

Crentes ou não, nada nos prepara para um filme como God Told Me To, do hoje esquecido Larry Cohen. Filme que se dobra e desdobra sobre conceitos adquiridos e outros intuídos que, acreditem, ninguém ousou agregar deste modo.

Não pode haver mais desculpas para os atrasos da construção do Hospital Central do Alentejo em Évora

Soubemos muito recentemente que 8 empresas manifestaram interesse e concorreram para construir o novo Hospital Central do Alentejo, em Évora, num investimento que ultrapassa os 180 milhões de euros. De acordo com o relatório preliminar da fase de qualificação, apenas uma empresa, a Acciona, cumpre todos os requisitos exigidos no concurso.

No entanto, já é publicamente conhecido que 2 das empresas preteridas no concurso para a construção do novo Hospital Central do Alentejo contestaram o respetivo afastamento.

Yoga

Yolanda gritava com toda a gente. Tinha o feitio mais execrável que havia à face da terra. Era polícia, tinha dois metros e não havia homem que a derrotasse quando entrava numa luta. Yolanda tinha nascido assim, bruta, pura, por esculpir e muito se orgulhava de assim ser.

Demografia, a “guerra” que temos de travar pelo território

“Fazer a guerra” não é hoje mais do que, para a maioria de nós, uma expressão simbólica e presença ilustrativa nos livros de gestão e de liderança. Bonaparte é, nestes casos, substituído por filósofos, gestores e estrategas dos novos tempos. Dentro dos vários pontos de observação, se focarmos a nossa análise na economia e política do território, esta expressão poderá ser empregue aos (antigos e persistentes) desafios demográficos.

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