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Opinião

Fascismo, comunismo, fanatismo e outros ismos

Vivemos hoje num maniqueísmo permanente e em que as redes sociais são terreno de batalha fértil; nelas, qualquer um se julga no direito de ofender, trocam-se conceitos e confunde-se opinar com ofender, destratar com argumentar.

Enche-se a boca para com a facilidade de carregar nas teclas chamar “fascista” ou “comunista” a quem não pensa como um “eu” que muitas vezes nem lê tudo, que muitas vezes nem lê nada, que muitas vezes não passa de um perfil falso.

Malagueta

Numa terra muito distante, onde era de noite quando aqui é de dia, havia uma ilha, perto de outra ilha ainda maior. Lá, onde a água roda ao contrário do que cá deste lado, morava um ser execrável.

Carta a todas as crianças da Sociedade do Bem

Eu não sei quanto a vocês, mas confesso que foi com receio que voltei à escola.

Depois de tantos meses a preparar o regresso da Sociedade do Bem às salas de aula (e são tantas salas de aula!), a adaptar os diferentes projetos ao que nos foi pedido em cada escola, entre tantos avanços e recuos e um sem fim de obstáculos a ultrapassar... finalmente encontramo-nos!

Há coisas que um alentejano não pode tolerar

“Não é impunemente que se nasce alentejano.” - disse Eugénio de Andrade. E não é mesmo. Seja de berço, seja de coração, não é alentejano qualquer um e há coisas que o alentejano não pode ouvir e tolerar.

No Alentejo, esta terra de liberdade que nem sempre foi livre - e com memória disto - há coisas que não se podem tolerar e eu, como alentejano, também não o farei.

O Alentejo é, e sempre foi dos alentejanos e de mais ninguém.

O Alentejo não era de Odete Santos e do PCP, nem o será de Ventura e do Chega!

Lagartixa de pés frios

Num mundo paralelo ao nosso, viviam seres imaginários e seres sem imaginação. Nesse mundo, paralelo mas não distante, vivia uma lagartixa roxa com bolinhas amarelas. Era um animal muito requintado. Não havia naquele mundo nenhuma igual a ela.

Nesse mundo, os animais que eram imaginários tinham nomes. Os outros não tinham nada. Lagartixa não tinha nada. Tinha nascido sem poder escolher o que era. Se soubesse, teria preferido nascer um ser imaginário e poderia ser quem quisesse.

Covid-19: Qual o comportamento esperado da Economia?

´´O impacto da pandemia do novo coronavírus sobre a economia provocará este ano uma queda da atividade de 4,5%, estimativa que revê em alta os cálculos anteriores da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que não esconde que a recuperação será lenta e incerta. No relatório, com perspetivas intermédias, a organização melhora em 1,5 pontos percentuais a sua estimativa avançada em julho, embora sinalize que o PIB mundial crescerá 5% em 2021, duas décimas menos do que o estimado há dois meses. ´´ Jornal i

De que Teresa estamos a falar?

(Espelho) - Olá, faz tempo que não te vejo.

(Giuseppe) - Tenho estado ocupado com o casamento da Teresa em Fribourg.

(Espelho) - Uh, Teresa. Belo nome para uma filha. Como te ocorreu tal coisa?

(Giuseppe) - Em 1995, quando ela nasceu, gostei do nome porque o associei ao personagem de um livro e de uma cantora que me encantou. A mãe dela também gostou. Não teve qualquer inspiração religiosa.

A caravela portuguesa

São dois dias na vida de uma alforreca. São dois dias na vida de um ser do mar que viaja ao sabor das águas. Porém, esta não era como as outras. Era diferente, tinha personalidade e, diga-se de passagem, que personalidade. Uns dias, a nossa alforreca, cuja sua graça era Medusa, estava bem e eufórica, outros dias estava em baixo e absolutamente furiosa. Só conseguia pensar numa coisa e isso não era nada de bom.

Medusa, poderei arriscar, sofria de alguma forma congénita de bipolaridade. Não haveria outra forma de pôr as coisas na frente do senhor leitor.

2020 - Admirável Mundo Novo

Ano 2020. Devo confessar-vos, genuinamente, que para mim e acredito que para a maioria daqueles que tomarão algum tempo para ler esta opinião, que este ano de 2020 virou completamente de pantanas aquilo que eram os nossos planos, objetivos e expectativas a concretizar com um grau de afinco maior que em 2019. Pois bem, não só tivemos que moderar os nossos sonhos como para mim, vivemos um pesadelo bem real – um pesadelo de um novo padrão de normalidade para o qual eu, pessoalmente, não quero estar desperto.

reComeçar

Olho novamente para a agenda do telemóvel.

Os dias no calendário desfilam, agora vertiginosamente, comparativamente com a pacatez com que cresciam no mês passado.

A minha filha está quase a entrar na escola.

Terminou a silly season e agora recomeçamos a sério. Mesmo a sério!

E as nossas crianças ainda mais a sério (e como é que se pede a uma pequena criança que comece a sério?)

Em todos os outros anos anteriores tínhamos a pseudo (in)segurança de podermos sonhar ao que íamos.

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